quinta-feira, 3 de setembro de 2009

História da Igreja I: Primeiros séculos

Caráter científico
História da Igreja é a ciência que investiga e expõe, em seu nexo causal, os fenômenos (efeitos), progressos internos e externos da sociedade formada por homens e mulheres, isto é, a Igreja que tem por pedra fundamental Jesus Cristo. Seu o objetivo de fazer os homens participantes da Salvação. Enquanto ciência tem por objeto de estudo a própria origem da Igreja, o que é sustentada por vestígios históricos (cartas, constituições, depoimentos, testemunhos, dentre tantos).
Igreja: fato histórico e fato revelado
Tudo começa com a Encarnação (Cristo-Homem: Deus entra na história e se comunicar aos homens e mulheres) e continua com a Revelação (Fatos, Palavras). A Igreja Católica Apóstólica Romana é santa e pacadora, ou seja, santa proque é conduzida pelo espírito Santo de Deus, por foi por sua inspiração que o Filho a instituiu; e pecadora, porque é formada e coordenada por homens que muitas vezes estão fechados à voz de Deus.
Divisão cronológica da História da Igreja
Idade Antiga: 1 – 313 (Império Romano Pagão)
313 – 692 (Império Romano Cristão)
Idade Média: 692 – 1073 (A Igreja e a formação da Europa)
1073 – 1303 (Apogeu do poder temporal dos papas)
Idade Nova (Moderna) 1303 – 1517 (O clamor da Reforma)
1517 – 1648 (A Reforma Protestante e Católica).
Idade Contemporânea 1648 – 1789 (A Igreja e a revolução da consciência)
1789 – .... (A Igreja e as revoluções sociais)
Fontes da História da Igreja
São os escritos e/ou restos monumentais (Milagres, Construções antigas...). Tais ecsritos ou monumentos podem ser fundamentados:
· Pela origem: Divina (Deus convida) e Humana (Homem dá continuidade);
· Pelo caráter social: público ou privado;
· Pelo tempo: próximos ou remotos;
· Pelo autor: autêntico, anônimos ou apócrifos;
· Pela forma: orais, figuradas, escritas (Atos dos Apóstolos, Testemunhos dos Cristãos);
Para fundamentar cientificamente a estes vestígios da existência da Igreja (de Cristo), ela recorre às ciências que lhe servem de auxílio, por exemplo: paleografia, filologia, arqueologia, geografia, cronologia, historiografia (eclesiástica), ... Eusébio de Cesaréia, Hipólito Romano, Julio Africano, Jerônimo, Sulpício Severo...
Preparação do mundo para a vinda do Cristo
Chegada a plenitude dos tempos (Gl 4,4), nasce Jesus, o Cristo, de uma mulher chamada Maria, na pobre cidade de Belém e em condições de extrema pobreza, junto aos animais. O contexto histórico da época de Jesus era esse:
· Mundo Religioso (Monoteísmo): retrata a preparação do povo judeu para a vinda do Messias, libertador (Rei) do povo escolhido por Deus: Jesus nasce pobre. Pelo nacionalismo judeu e a piedade farisáica a aceitação do crist será quase que nula. Os judeus da diáspora (com a destruição de Jerusalém) serão menos radicais e acreditarção no nome de Jesus.
· Mundo Filosófico (Politeismo): retrata a preparação do mundo pagão para a vinda de Cristo; Platão (Mundo das ideias) e Aristóteles (Motor imóvel). A pregação de um Deus invisível, tal como nos apresenta são Paulo, é um sinal de aceitação por parte dos gregos, no contetxo do politeísmo. Porem são Paulo, dá uma guinada na concepção e fundamentação na divindade de Cristo, propondo um caminho de conversão ao monoteísmo.
· Mundo Político (Império Romano: culto ao imperador): considerado pelos historiadores como sendo um ambiente propício para a pregação do Cristo e consequentemente o nascimento da comunidade Cristã, não obstante às inúmeras dificuldades, 10 perseguições totalizando mais ou menos 245 anos. Principalmente pela sua tolerância religiosa, unificação política - ambiente multicultural helenístico: gregos, judeus, egípicios ‘oriente e ocidente’, comércio: rápidas vias de comunicação, organização do Império (governo, província, dioceses, ...);
A Igreja no mundo greco-romano (1 – 313) – Tempo Apostólico (ano 150).
Eventos importantes:
· Destruição de Jerusalém (70), ocorre a desaparição de dois adversários: judaismo oficial e cristianismo judaizante;
· Cristo: Figura histórica = Salvador e Messias. Descrito pelas Sagradas Escrituras e pela Sagrada Tradição;
· Início da escrita da Literatura Cristã - em grego e latim - (Algumas dessas literaturas serão consideradas Sagradas e Inspiradas, o que culminará na formção do Cânom da Bíblia Católica, na época do Concílio Vaticano I, em 1870 aprox.);
· Perseguições cruentas do Império Romano: surgimento de muitos mártires o que chamou a atenção de muitos pela resistência e testemunhos dos vários mártires; forçou a expansão e consequentemente o aumento do número de Cristãos (título recebido em Antioquia);
· Cristianismo: a partir (380) o Cristianismo se tornou a Religião Oficial do Império. Ser cristão não é mais vergonha, mas um privilégio que tanto era recebido na Igreja como no Estado (Império Romano).
Fundação e a primeira expansão da Igreja
Fundador: Cristo (Histórico)
Provas históricas: Fontes cristãs escritas (Evangelhos, Atos dos Apóstolos, bem comos as demais cartas) e orais (Tradição), além das fontes não-cristãs (Flávio Josefo: passagens da vida de Cristo).
Existe uma diferença de 5 a 6 anos da nossa era acerca do nascmeno de Jesus Cristo. Ele nasceu aproximadamente no ano 749 na cronologia do Império Romano. Sua Epifania (vida pública) entre os 30-31 anos de idade. Sua morte, por volta dos 32-33 anos.
O surgimento da Igreja acontece a partir das atividades de Cristo e da sua intenção em dar continuidade ao Anúncio do Reino de Deus a todas as pessoas. Por isso escolheu 12 Apóstolos, elegei dentre eles um líder, ‘pontífice’ (Pedro: centro e força unificadora da Igreja na FÉ em Cristo Jesus, pela sua Morte e Ressurreição). Uma vez confirmado tu, confirmas teus irmãos. Os bispos são auxiliados pelos padres e estes pelos diáconos. Ordens menores: Sub-diácono, acólitos, leitores, exorcistas e ostiários.
Características:
· Fé em Cristo Jesus como sendo o Messias enviado pelo PAI para libertar o seu povo das armadilhas da escravidão do pecado e da morte.
· Comunidade Ideal: “um só coração e uma só alma” (At 4, 32). Comunidade de bens ( não era obrigatória), com a finalidade de atender às necessidades dos pobres.
· Eleição de Matias e dos Diáconos para atenderem às necessidades espirituais dos cristãos.
· Fomados basicamente por dois grupos: Os cristãos judaizantes = farisaismo (nacionalistas) pregavam ainda a fidelidade ao templo e à Lei Mosaica (Torah); Os judeus da Diáspora (menos radicais, mas ainda com preceitos judaicos) e os pagãos em geral (Gregos), dentre eles Estêvão que pregava a abolição da Lei e do Templo por causa de Cristo.
· Culto próprio: Batismo, Oração Comum e Fração do pão.
· Escatologismo: proximidade da vinda definitiva de Jesus. No final da Anamnese dizemos MARANATHA! (Vinde, Senhor Jesus).
Perseguições
Uma primeira perseguição aos Cristãos por parte das autoridades judias: pela ‘conversão’ de judeus (nacionalistas e os da diáspora) e cristãos helenistas.
E uma segunda perseguição aos cristãos em geral (martírios).
Além das perseguições à espada temos as perseguições à pena, escrita (literárias). Além de destruirem os escritos dos cristãos, escreveram contra o cristianismo como Celso, Luciano e propagaram suas heresias.
O objetivo das perseguições foi o de fazer os cistãos regressarem para o bom caminho (que tinha recebido de seus pais). Foram 10 as principais perseguições totalizando quase 245 anos de testemunho de fé por parte dos mártires que morrem pela fé e dos demais cristão que trabalharam incansavemente pela propagação de Jesus. Do ano 54 até 313, quando Constantino como Edito de Tolerância: reconhece o cristianismo como religião oficial do Império Romano, dá o direito de praticar livremente sua religião e edificar templos para o seu culto, orarem pelos Imperadores e pelo prosperidade do Império (início da conturbada relação entre Igreja e Império-Estado). Tal Edito saiu porque as autoridades se deram por vencidas diante da persistência de tantos quantos mativeram-se fiéis.
Outros direitos: concedeu aos bispos jurisdição inclusive nas causas civis (318); elevou o domingo o dia de repouso obrigatório (321); confiou aos cristãos cargos mais elevados no império.
Causas e consequências das perseguições:
· Infidelidade ao Estado (Império Romano): ausência nos jogos e espetáculos públicos, além do culto ao Imperador, o não oferecimento de sacrifícios aos deuses;
· Propagação da doutrina de Cristo;
· Reuniões secretas;
· Bode expiatório: aos cristãos eram atribuídas as causas da fome, miséria, guerra, magias, lesa majestade, (...). Ser cristão era crime.
· Fundamentos jurídicos: Editos especiais. (303: destruir lugares de culto, livros sagrados, censura: proibição de propagar a fé cristã, sem dirigentes (para não se institucionalizar);
· Penas: desterros, torturas, trabalhos forçados, morte de cruz, de espadas e até a codenação a ser jogados aos leões; Aqui acontecem os vários martírios. Eram perseverantes na fé, ainda sob pena de morte. Não se sabe ao certos quantos cristãos sofrerem o martítio porque não existia uma institucionalização dos cristãos e também porque o culto aos mártires não havia sido disseminado.
Vantagens e desvantagens das perseguições:
· Número de cristão que sofreram o martírio;
· Conversão de Saulo (com a morte de Estêvão);
· Expansão do Cristianismo em outras localidades (Antioquia; Galiléia, Samaria, Transjordânia,...) Motivações: Desejo da verdade, da santidade, da libertação do pecado. Milagres e carismas, firmeza dos mártires e fidelidade dos cristãos.
· Viram-se livres (momentaneamente) dos primeiros inimigos;
· Expansão e Institucionalização do cristianismo (no Império Romano);
Motivos que impediam a conversão ao Cristianismo: adesão a dogmas misteriosos, rigorismo moral, perigo constante de morte e perseguição.
São Paulo, Apóstolo dos gentios
Era da tribo de benjamim e discípulo de Gamaliel; homem culto e judeu radical (fariseu). De suma importância para a expansão do cristianismo em outras localidades além-muro de Jerusalém (Éfeso, Corinto, Roma, ...) dentre muitas outras.
Aqui nos remontamos a um dos benefícios das perseguições que obrigaram os primeiros cristãos a migrar para outras redondezas, além disso possibilitou a sua conversão ao cristianismo com a participação, ainda que ocular, da morte do Santo Estêvão.
Recebeu o título de apóstolo dos gentios porque anunciou o Evangelho de Cristo com a vida, dando testemunho da vida de Cristo a principalmente aos pagãos e não somente aos judeus, herdeiros primeiros da Salvação de Iahweh.
Fez três grandes viagens:
a) Primeira viagem (46-48 d.C.): Paulo e Marcos. Novas igrejas na Galácia (Gálatas),
b) Segunda Viagem (49-52 d.C.): Macedônia – Filipos e Tessalônica - Corinto
c) Terceira Viagem (53-57 d. C.): Éfeso, Colossos e Laodicéia,
d) Viagem à Roma (61-62 d. C.): Prisão domiciliar e morte (64 d. C.)
Cismas e heresias dos três primeiros séculos
Desde a muito tempo existia a não comunhão com o pensamento e doutrina da Igreja. O cisma consite numa ruptura da unidade eclesial, mas não necessariamente a ruptura de unidade da fé. As heresias consiste na ruptura com a fé professada da Igreja. Mas carrega consigo intuições profundas da verdade da fé. Todavia tais intuições são incompletas.
Heresias Judaizantes
a) Ebionitas: os cristãos judaizantes limitavam-se a ser fiéis à Lei (Concílio de Jerusalém: impôr aos demais a circuncisão como fez Moisés) e ao Templo; e os cristãos da diáspora (com a destruição de Jerusalém no ano 70): mantiveram seu apego aos preceitos do judaísmo, e uma fé disntinta do Cristo. Ambas as correntes rejeitaram os escritos paulinos.
b) Gnósticos (Cerinto: Negavam a divindade de Cristo): a origem do MAL tem um princípio duplo: um Deus bom (Jesus) e um Deus mau (A.T.); para o problema da criação encontra-se o Demiurgo. Maniqueus, Marcião...
c) Montanismo - Milenarismo: Cristo voltaria em 1.000 anos. Rigorismo moral, jejum rigoroso por três dias durante a semana. Propôs duas categorias de homens: pneumáticos e psiquicos.
Heresias anti-trinitárias: (negam a distinção real entre as três pessoas divinas. Como há um só Deus e não obstante tanto o Pai como o Filho e o Espírito Santo são DEUS?)
NOTA: Jesus é puramente homem e puramente Deus, como define Nicéia “consubstancial ao Pai”. Nesse sentido poem em xeque a REDENÇÃO que só nos vem por Deus.
· Dinamista ou Adocionista: Cristo é puramente homem e Deus o adotou no dia do Batismo.
· Arianismo (ARIO, Alexandria): negava a eternidade do verbo, a consubstancialidade, e com isso a divindade. Era apenas um homem. O filho é criatura do Pai. Se Jesus não era Deus como poderia redimir o mundo dos seus pecados? (Concílio de Nicéia I 325). Semiarianos: O filho é semelhante ao PAI (HOMOIUSIOS)
· Macedonismo (MACEDONIO, Constantinopla): negava a consubtancialidade do Espírito Santo. Este era inferior ao Pai e ao Filho. (Concílio de Constantinopla I 381) Creio no Espírito Santo, Snehor que dá a vida e procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado...
Controvérsias Cristológicas (Ou Cristo é somente homem ou somente Deus ou ainda Deus em parte, isto é, nalgum momento homem e noutro momento Deus.)

a)Apolinarismo (APOLINARIO, Laodicéia): a natureza de Cristo era incompleta, pois lhe faltava a alma intelectual; a verbo fazia as vezes de alma . Mas em Cristo há uma natureza completa como nos demais homens.

b)Nestorianismo: Dizia que em Cristo há duas naturezas: humana e divina, unidas apenas por uma MORAL. O verbo habita no homem como no templo. Porém em Cristo há duas naturezas completas homem e Deus.

c)Monofisismo: em cristo existem duas naturezas, antes da união da divindade com a humanidade. Depois dessa união acontece a cisão. E diz ainda que Cristo não tem a mesma natureza que os outros homens. Uma só natureza a DIVINA que absorve a humana. Todavia diz, o concílio da Calcedônia : “Um Senhor em duas naturezas, sem mistura, nem confusão, sem separação, nem divisão. Porque a união não suprime a diferença das naturezas, mas cada uma conservando suas propriedades e encontrando-se com a outra em uma única pessoa.

d)Monotelismo: nega a vontade humana de Jesus. Existia nele uma só vontade e uma só energia, a DIVINA. Mas em Cristo há duas vontades que não se opõem nem se contradizem.

Controvérsias Soteriológicas (Ditas da salvação)

a) Donatismo (DONATO): criou a dependência dos sacramentos, não só da fé ortodoxa como da moralidade do ministro. Para eles a Igreja não pode ter pecadores.

b) Pelagianismo: o pecado original não existe, apenas os pecados pessoais; a graça não é necessária ´para a salvação, o homem pode salvar-se pela sua própria força.

c) Semi-pelagianismo: uma vez conseguida a justificação não necessitamos de graça nehuma para permanecer firmes no bem.

Controvérsias penitenciais

Uma moralização exacerbada devido à comunidade dos santos. Acusação dos pecados: pública ou privada. Havia quem não poderia entrar na Igreja (Flentes), aqueles que ouviam somentes as leituras e a homilia (Ouvintes), tomavam parte da oração comum dos fiéis que se seguia à homilia (genuflectentes) e até aqules que podiam assistir a missa por completa (consistentes).

A admissão na Igreja se fazia pelo Batismo, primeiramente ministrados aos adultos. Administrado por qualuqer cristão. Mas geralmente era o Bispo, por imersão, mas também por aspersão ou infusão.

Catecúmenos preparação para receber o batismo: a) ouvintes (exigia-se um comportamento moral) e b) competentes: o batismo administrava-se solenemente duas vezes por ano nas vigílias da páscoa e pentecostes.

Eucaristia: reuniões ao despontar do dia (século II), Segundo Plínio o Jovem, nas quais cantavam hinos a Cristo e comiam comidas simples, leitura das S.E., homilia do bispo, apresentação das oferendas. Podia ser celebrada com pão ázimo ou fermentado.

Meios de santificação: sacramentos, oração, jejum, esmola,...

Constituição e Organização da Igreja

· O governo da Igreja é hierárquico (monárquico);

· Sociedade alicerçada por uma tríplice unidade: Fé, sacramentos e Regime;

· A Igreja é composta por Clérigos e Leigos;

· Padres da Igreja: Doutrina ortodoxa, Santidade, Aprovação da Igreja e Antiguidade : Clemente, Inácio de Antioquia...

Ir. Thiago Cristino, FMI

estudante de Teologia.

Nota: O presente trabalho é fruto de anotações e pesquisas pessoais.

O Superior geral

Caríssimos irmãos e leigos da Família pavoniana,
para todos nós o mês de setembro se encontra num período significativo do ano. Para quem vive na Itália e na Espanha, bem como na Eritreia, este mês representa o início de um novo ano de atividades.
Iniciamos, portanto, na Congregação, o segundo ano pós-capitular que tem como tema: Comunidade unida com os leigos. Ao enfoque do tema sobre comunidade unida, que caracteriza e se refere a todo o triênio, acrescenta-se agora o aspecto da partilha do carisma pavoniano com os leigos, na perspectiva da Família pavoniana. Como texto de referência, junto à segunda parte do Documento capitular: Religiosos e leigos, está o Documento base da Família pavoniana.
Este segundo ano pós-capitular coloca-se dentro do “ano sacerdotal”, convocado pelo papa Bento XVI “para fazer perceber sempre mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja”. Como Congregação, queremos valorizar a vocação sacerdotal na perspectiva da vida como vocação. Queremos voltar à fonte da nossa pertença à Família pavoniana, como religiosos ou como leigos: o chamado de Deus.
Um ano vocacional: religiosos e leigos, chamados a partilhar o carisma pavoniano.
“Toda vida é vocação” , como afirmava Paulo VI na encíclica Populorum progressio (15), retomada também na recente encíclica de Bento XVI Caritas in veritate (16).
A vida humana vem de Deus, é um dom dele e é destinada a ele. O ser humano, portanto, é chamado a estabelecer e manter uma relação significativa com Deus. Seu objetivo principal é o de descobrir e de viver a vontade de Deus para sua vida, o projeto que Deus tem para a sua vida. É isto que dá significado, alegria autêntica e plenitude de realização à sua vida. A perspectiva vocacional é, portanto, determinante para o ser humano, para a realização de sua vida e para o seu serviço aos outros.
Esta perspectiva se torna ainda mais evidente para o cristão. A vocação não é reservada a alguns. Todos são chamados a realizar sua vida em Cristo e segundo os dons recebidos de Deus, dentro das três vocações fundamentais da vida cristã: a laical, a consagrada e a sacerdotal ou presbiteral. Nesta visão está a realidade da Família pavoniana.
Para nós religiosos, a Regra de Vida recorda: “O chamado de Cristo continua a interpelar os jovens e os homens do nosso tempo, e ressoou também dentro de nós, no convite para permanecer com ele, para aprender a conhecê-lo e anunciá-lo. A esta proposta respondemos com humilde generosidade e alegre gratidão seguindo-o na Congregação pavoniana” (207).
E ainda: “Deus nos chama, religiosos pavonianos, a renunciar às esperanças do mundo e a conformar a própria vida quanto possível à de Jesus Cristo casto, pobre e obediente até a cruz; assim consagrados, nos manda ser sinais e portadores do seu amor para os jovens, especialmente os mais pobres, aos quais dedicamos a nossa vida, segundo o projeto do Fundador. Seguindo Cristo nesta vida religiosa, estamos certos de concretizar os dons e os compromissos da consagração batismal com uma plenitude que é para nós o caminho para a santidade” (12).
Também para os leigos a Regra de Vida põe no centro o chamado de Deus: “Conscientes de que o carisma do padre Pavoni é um dom à Igreja, mistério de comunhão, reconhecemos que o Senhor chama mulheres e homens, adequadamente formados, para partilhar conosco o espírito, o estilo de vida e a responsabilidade do trabalho apostólico” (200).
Nesta perspectiva vocacional se fundamenta e pode se consolidar o caminho da Família pavoniana. Sem esta perspectiva, tudo se torna mais difícil e precário. Queremos, por isso, radicar o tema deste segundo ano pós-capitular na lógica vocacional; isto é, queremos enfocá-lo, antes de tudo, como um ano vocacional, sobre o qual todo o resto será desenvolvido.
Esta é a nossa vocação: partilhar o carisma pavoniano, como religiosos ou como leigos.
Comunidade unida com os leigos, capaz de proposta e de atração vocacional.
A comunidade não pode ser, sobretudo, o lugar ou o instrumento de apostolado, mas deve ser, antes de tudo, uma experiência de fraternidade, capaz de um autêntico testemunho vocacional. Assim afirmava na carta do mês passado, concluindo uma reflexão articulada, que tinha iniciado nas duas cartas precedentes.
Se somos realmente uma comunidade unida, unida em torno de Cristo, da sua palavra e da eucaristia, unida no nome de Maria e do Padre Fundador, unida na realização do projeto da Regra de Vida, não podemos deixar de irradiar em torno de nós um testemunho de fé, que leva a envolver outros na nossa experiência. Assim nasceu a Família pavoniana. Assim, religiosos e leigos, hoje, como Família, somos chamados a tomar sempre maior consciência da nossa identidade e das nossas responsabilidades.
Parafraseando uma famosa expressão de Paulo VI, podemos afirmar que “quando uma comunidade toma consciência de si torna-se vocacional”.
Quando percebemos os dons de Deus, quando nos tornamos realmente expressão do amor de Deus e da sua predileção pelos pequenos e pelos pobres, não podemos deixar de desejar e agir a fim de que outros se unam a nós, como religiosos ou como leigos, para dar solidez e continuidade ao carisma que a Congregação recebeu do Espírito, por meio do Padre Fundador. Com o testemunho de fé e de vida, em espírito de família, com a nossa ação apostólica e educativa e com as nossas iniciativas, façamos de nossa vida uma proposta vocacional, para dar futuro à missão pavoniana.
Lemos no Documento capitular: “Como é importante assumir o empenho de promover a vocação laical pavoniana; assim, intensificar o cuidado pelas vocações consagradas é garantia de continuidade carismática” (3.3). O crescer como comunidade unida com os leigos leve-nos, antes de tudo, este ano, a aprofundar estas convicções e a concretizar este empenho, difundindo o cultivo da vocação e criando as melhores condições para que outros descubram e partilhem a nossa vocação, “como uma escolha de notável utilidade para a Igreja e de grande atualidade para o mundo” (RV 219).
11 de setembro de 2009: 225° aniversário do nascimento do beato Ludovico Pavoni
No próximo dia 11 de setembro comemora-se o 225° aniversário do nascimento do Padre Fundador. Recordaremos tal data nas nossas comunidades. Esta circunstância seja para nós um incentivo para elaborar ou para rever a programação comunitária anual, acolhendo os estímulos que nos chegaram do Documento capitular e das Programações (geral e provinciais) que foram tiradas dele.
A este respeito, à presente carta anexo um modelo de horário comunitário, a ser adotado e adaptado como parte da programação comunitária.
Domingo passado, 30 de agosto, em Villavicencio, iniciaram o noviciado dois jovens: Meyer, um colombiano, e Alejandro, um mexicano, o primeiro pavoniano daquela nação. Enquanto que, domingo próximo, 06 de setembro, em Asmara, emitirão a primeira profissão religiosa os seis noviços eritreus: Hurui, Melake, Samuel, Simon, Tekleberhan e Tesfalidet. Com eles agradeçamos a Deus e rezemos pelo caminho de formação e pela perseverança deles, que poderá ser sustentada também pelo testemunho da nossa vida.
Sexta-feira, dia 04 de setembro, haverá, em Bréscia, um congresso educativo para todos os professores e os educadores, religiosos e leigos, das nossas comunidades na Itália, organizado em colaboração com a Universidade Católica. Tema do congresso: Girassóis e pipas – Partir da educação.
Domingo, dia 13 de setembro, em Montagnana, haverá o convênio anual do GMA, sobre o tema: A comunicação, oportunidade para uma cidadania global.
Em Madrid, nos dia 19 e 20 de setembro, haverá a reunião dos animadores “Saiano”.
Recebemos uma carta da Congregação romana dos religiosos (CIVCSVA), assinada pelo cardeal prefeito Franc Rodé, comentando o relatório sobre o estado da Congregação, enviado depois da celebração do Capítulo geral. Nela, entre outras coisas, nos vem dito: “A Igreja vos encoraja a caminhar na direção que o Capítulo geral estabeleceu a fim de que se manifeste a” glória “de Deus, cresça o sinal da fraternidade e o Evangelho de Cristo possa acompanhar os jovens rumo à consciência alegre da própria identidade humana e cristã”.
Invoquemos de Maria Imaculada e do nosso beato Padre Fundador o sustento para que este desejo possa encontrar ressonância em todos nós e nas nossas comunidades.
Com esta esperança, enquanto dirijo uma particular saudação aos irmãos que nestes dias mudam de comunidade e de atividade, envio a todos, de coração, meus cumprimentos no Senhor.
pe. Lorenzo Agosti, FMI - Pavonianos Tradate, 1 de setembro de 2009.

Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL - FMI - "Vem e Segue-Me" é Jesus que chama!

  • Aspirantado "Nossa Senhora do Bom Conselho": Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Orientador dos Aspirantes – Pe. Célio Alex, FMI - Colaborador: Ir. Quelion Rosa, FMI.
  • Aspirantado "Pe. Antônio Federici": Q 21, Casas 71/73 . Setor Leste. CEP 72460-210 - Gama / DF . Telefax: (61) 3385.6786. Orientador dos Aspirantes - Ir. José Roberto, FMI.
  • Comunidade Religiosa "Nossa Senhora do Bom Conselho": SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944. Pastoral Vocacional: Ir. Thiago Cristino, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Basílica de Santo Antônio: Av. Santo Antônio, 2.030 - Bairro Santo Antônio. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3223.3083 (Comunidade Religiosa Pavoniana) / (27) 3223.2160 / 3322.0703 (Basílica de Santo Antônio) . Reitor da Basílica: Pe. Roberto Camillato, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Paróquia São Sebastião: Área Especial 02, praça 02 - Setor Leste. CEP 72460-000 - Gama/DF. Tel.: (61) 34841500 . Fax: (61) 3037.6678. Pároco: Pe. Natal Battezzi, FMI. Pastoral Vocacional: Pe. José Santos Xavier, FMI.
  • Juniorado "Ir. Miguel Pagani": Rua Dias Toledo, 99 - Bairro Vila Paris. CEP 30380-670 - Belo Horizonte / MG. Tel.: (31) 3296.2648. Orientador dos Junioristas - Pe. Claudinei Ramos Pereira, FMI. ***EPAV - Equipe Provincial de Animação Vocacional - Contatos: Ir. Antônio Carlos, Pe. Célio Alex e Pe. Claudinei Pereira, p/ e-mail: vocacional@pavonianos.org.br
  • Noviciado "Maria Imaculada": Rua Bento Gonçalves, 1375 - Bairro Centro. CEP 93001-970 - São Leopoldo / RS . Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.1087. Mestre de Noviços - Pe. Renzo Flório, FMI. Pastoral Vocacional: Ir. Johnson Farias e Ir. Bruno, FMI.
  • Seminário "Bom Pastor" (Aspirantado e Postulantado): Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Orientador do Seminário - Ir. César Thiago do Carmo Alves, FMI.

Associação das Obras Pavonianas de Assistência: servindo as crianças, os surdos e os jovens!

  • Centro Comunitário "Ludovico Pavoni": Rua Barão de Castro Lima, 478 - Bairro: Real Parque - Morumbi. CEP 05685-040. Tel.: (11) 3758.4112 / 3758.9060.
  • Centro de Apoio e Integração dos Surdos (CAIS) - Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Coordenador: Luís Vicente Caixeta
  • Centro de Formação Profissional: Av. Santo Antônio, 1746. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3233.9170. Telefax: (27) 3322.5174. Coordenadora: Sra. Rosilene, Leiga Associada da Família Pavoniana
  • Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL-LP) SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944 . Diretor: Pe. José Rinaldi, FMI
  • Centro Medianeira: Rua Florêncio Câmara, 409 - Centro. CEP 93010-220 - São Leopoldo/RS. Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.2797 / 3589.6874. Diretor: Pe. Renzo Flório, FMI
  • Colégio São José: Praça Dom Otávio, 270 - Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre/MG - Caixa Postal: 149. Tel.: (35) 3423.5588 / 3423.8603 / 34238562. Fax: (35) 3422.1054. Cursinho Positivo: (35) 3423. 5229. Diretor: Prof. Giovani, Leigo Associado da Família Pavoniana
  • Escola Gráfica Profissional "Delfim Moreira" Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Diretor: Pe. Nelson Ned de Paula e Silva, FMI.
  • Obra Social "Ludovico Pavoni" - Quadra 21, Lotes 71/72 - Gama Leste/DF. CEP 72460-210. Tel.: (61) 3385.6786. Coordenador: Sra. Sueli
  • Obra Social "Ludovico Pavoni": Rua Monsenhor Umbelino, 424 - Centro. CEP 37110-000 - Elói Mendes/MG. Telefax: (35) 3264.1256 . Coordenadora: Sra. Andréia Mendes, Leiga Associada da Família Pavoniana.
  • Obra Social “Padre Agnaldo” e Pólo Educativo “Pe. Pavoni”: Rua Dias Toledo, 99 - Vila Paris. CEP 30380-670 – Belo Horizonte/MG. Tels.: (31) 3344.1800 - 3297.4962 - 0800.7270487 - Fax: (31) 3344.2373. Diretor: Pe. André Callegari, FMI.

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Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.