quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mais um intercessor junto ao FILHO, no céu!

Padre Remo Borzaga nasceu na Itália em Cavareno, na Província de Trento, ao norte da Itália, aos 20 de dezembro de 1925. Em 08 de dezembro de 1944 emitiu os votos religiosos. Foi ordenado sacerdote aos 19 de maio de 1951, depois de ter cursado a Teologia no Seminário Arquidiocesano de Milão, em Venegono Inferiore. Assumiu, a seguir, vários encargos em Pádua, como Diretor de um Orfanato e em Trento, como Vice-diretor da grande Escola Profissional, o Instituto Artigianelli.
Quatro anos depois, em agosto de 1955, os Superiores o destinaram ao Brasil e, mais precisamente, para Pouso Alegre - MG, sendo designado Diretor da Escola Profissional “Delfim Moreira”. Logo depois em 1956 passou a trabalhar no Seminário Pavoniano de Rio Bananal –ES- e em 1957 o encontramos como Diretor Espiritual e professor do então Seminário Pavoniano de Elói Mendes –MG. Em 1970 regressou à Itália, por motivo de saúde. Mas já em 1972, voltando ao Brasil, foi nomeado Superior da Comunidade Pavoniana de Pouso Alegre, onde ficou até 1978. Em 1979, novamente, passou a morar na Itália, primeiro em Bréscia e depois em Trento. Em 1991 o encontramos em Vitória –ES- onde permaneceu até 1997, quando passou a trabalhar, mais uma vez, em Pouso Alegre. Em 2001 tornou-se Administrador provincial e mudou-se para Belo Horizonte até 2005, época na qual voltou definitivamente à Itália, passando a residir em Susá (Tn).
Tinha um irmão sacerdote, o padre Jorge, salesiano, que trabalhou muito tempo no Colégio Agrícola Salesiano, em Oviedo – Paraguai e pe. Remo, estando no Brasil, o visitava de vez em quando.
Faleceu aos 24 de outubro de 2009 no Hospital em Trento. Seus funerais foram realizados em Susá no dia 27 de outubro.
Pe. Remo foi em primeiro lugar um Educador e um Pastor. Em todos os lugares onde lecionou ou dirigiu Instituições Educativas, é lembrado pelos alunos e pais como grande conselheiro, muito além de seus conhecimentos nas ciências naturais. Sabia doar paz e serenidade, nele se podia confiar! Sempre disponível ao diálogo e à direção espiritual, as suas reflexões da Palavra de Deus brotavam da vida e as suas Celebrações Eucarísticas eram procuradas justamente por este sentido humano das coisas de Deus.
Foi um religioso pavoniano, no profundo sentido do termo. Sabia passar com simplicidade do trabalho da oficina de serralheiro e eletricista às aulas de química e de física. Mas foi com os meninos da Escola Profissional de Pouso Alegre e de Vitória, com os mais fragilizados que nunca esqueceu, que ele sonhou à procura de uma mensagem e de um futuro de Ressurreição e de Vida.
Foi sempre disponível a quebrar galhos e a ser pau pra toda obra quando a Comunidade precisava. As muitas transferências que fazem parte de sua vida revelam esta adaptação constante às necessidades dos outros e sempre com o sorriso, a disponibilidade e a capacidade para descascar abacaxi.
Devido à sua transparência e capacidades era sempre escolhido como responsável da administração tanto local e, depois, também, em nível de toda Província do Brasil.
Apaixonado pela caça e pesca, a sua presença no grupo tornava-se motivo de integração e de alegria. Quanto aos resultados destes esportes, quem o conhecia dizia que era fundamentalmente ecológico. Os animais lhe eram agradecidos por afastá-los dos perigos e respeitarem suas vidas. Eram estes os momentos em que ele se embrenhava na natureza a procura do silêncio e da contemplação.
Padre Remo era o amigo. Para quem teve a felicidade de ficar perto dele nunca poderá esquecer esta experiência, sabia caminhar ao lado sem pisar em terreno alheio, mas dando luz, abrindo as janelas, para que o outro pudesse ver e respirar para a Vida. Hoje nós agradecemos a Deus por esta dádiva com a qual nos agraciou. Sabemos que ele vai continuar conosco, não poderá ser diferente. O se colocar a serviço fazia parte da sua natureza. A nossa fé na Comunhão dos Santos nos dá certeza disso.
Nos acompanhe sempre, Pe. Remo, ajudando-nos a confiar e a esperar!
Pe. Gabriel Crisciotti, FMI
Provincial do Brasil

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil- CONIC

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2010 ECUMÊNICA

Tema: ECONOMIA E VIDA Lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24)

Objetivo geral: Unir Igrejas Cristãs e pessoas de boa vontade na promoção de uma economia a serviço da vida, sem exclusões, contruindo uma cultura de solidariedade e paz.
Objetivos específicos:
- denunciar a perversidade de um modelo econômico que visa em primeiro lugar o lucro, aumenta a desigualdade e gera miséria, fome, morte;
- educar para a prática de uma economia de solidariedade, de cuidado com a criação e valorização da vida como bem mais precioso;
- conclamar as Igrejas, as religiões e toda a sociedade para a implantação de um modelo econômico de solidariedade e justiça para todos.
Esses objetivos devem ser trabalhados em quatro níveis: - social – eclesial – comunitário - pessoal
Por que escolhemos esse tema?
Um olhar, mesmo rápido, sobre o mundo em que vivemos nos mostra sinais preocupantes, em relação ao sistema econômico e cultural em que estamos vivendo. Alguns são fatos bem comuns do cotidiano. À nossa volta estão coisas assim: Diz o anúncio de automóvel: É carro silencioso, mas fala muito sobre você. - Bill Gates anuncia que o objetivo de seu negócio é “tornar nossos produtos obsoletos, antes que os concorrentes o façam”. - Tantas vezes se diz: Não vale a pena consertar... é melhor jogar fora. - O anúncio de cartão de crédito promete: “As melhores coisas da vida passam por aqui.”: O jornal narra o dia de uma coletora de lixo. Ela não tem o mínimo necessário, mas o filho quis e ela arranjou para ele um video game e um celular. Mas vemos à nossa volta também outra vida e outro mundo Gente sofre nas filas dos hospitais... e o dinheiro que deveria ir para a saúde tem outros destinos. Crianças estão na escola, mas não aprendem a ler... Idoso aposentado sustenta a família desempregada.
Pense no que está por trás de tudo isso, condicionando os desejos da população e/ou criando situações desumanas. As necessidades básicas são atendidas? Como o desejo do supérfluo acaba se tornando mais dominante? Há pessoas enriquecendo a cada dia e pessoas pedindo esmola. Há corrupção e aplicação de dinheiro público para favorecer os que já têm demais e falta de recursos para saúde, educação, alimentação. Há pessoas egoístas e há pessoas generosas e solidárias.
Que sistema é esse? Que política é essa?
Enquanto isso, continuamos vendo gente vivendo na rua, migrantes que deixam sua terra com tristeza, enganados por falsas promessas ou expulsos pelo avanço de uma indústria que consegue tudo o que quer, serviços públicos funcionando mal enquanto o dinheiro dos impostos acaba servindo para proteger os mais poderosos.
Multidões não têm o necessário. Mas uma minoria não consegue nem usufruir o que têm, por excesso de riqueza. E, no meio, gente de todas as classes está sendo pressionada a se avaliar pelos padrões do consumo e não por seu valor pessoal.
Criticando com ironia esse sistema que faz das pessoas meras vitrines do que o mercado exibe, que faz cada um se auto afirmar pelos objetos que usa, Carlos Drummond de Andrade escreveu o poema “Eu, etiqueta”, que termina assim:
Por me ostentar assim, tão orgulhoso de não ser eu, mas artigo industrial, peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome é coisa. Eu sou a coisa, coisamente.
O poeta não queria gente se comportando como coisa, escrava do mercado. Deus também não quer. O ser humano tem um valor que precisa estar acima de tudo que é “coisa”, lucro, pressão de mercado.
O planeta, uma grande vítima da idolatria do mercado
Deus criou a vida. O planeta tem o necessário para sustentá-la e para nos maravilhar com a variedade, a sabedoria e a beleza da Criação. As montanhas, rios, florestas bonitas que Deus nos deu não podem ser sepultadas sob as conseqüências das sobras dos sistemas de produção que servem ao lucro. Nossa casa planetária precisa ser bem cuidada, é a única que temos e pertence a todos.
Uma forte motivação bíblica
A Bíblia é um livro sagrado muito ligado ao que acontece aqui neste mundo. Nela fica claro que a maneira fundamental de agradar a Deus é cuidar bem daquilo que ele criou com sabedoria e amor. É isso que Deus quer: gente feliz, em segurança e fraternidade, numa terra bem cuidada que pertence a todos. É por isso que a missão que o ser humano recebe ao ser criado é “cultivar e guardar” o jardim do Éden (Gn 2,15), símbolo da vida em harmonia, paz e justiça. Não é difícil imaginar como é impossível haver “paraíso” para todos numa sociedade de tão profundas e injustas desigualdades econômicas. É por isso também que, na descrição do final feliz da Humanidade, o Apocalipse nos mostra uma cidade em que as portas não precisam ser fechadas (Ap 21,25) e onde a “árvore da vida” dá fruto todos os meses (Ap 22,2). É a segurança que vem de uma vida sem medo, sem injustiças, com fraternidade e partilha.
Um grande fato, centro da memória do registro do Antigo Testamento, é a libertação da escravidão do Egito. Deus não quer seu povo – como não quer nenhum povo – explorado nos seus direitos e no seu trabalho. Mas não basta libertar, é preciso educar para a liberdade, a partilha, a igualdade. Os judeus até hoje dizem: “Foi preciso um dia para o povo sair do Egito e quarenta anos para o Egito sair do povo.” Ou seja: o povo precisou um tempo maior para aprender como deveria viver, para não repetir o esquema de injustiça do qual havia sido libertado. As leis de Deus são parte importante dessa “educação” para a vida livre, fraterna e solidária.
Nisso podemos destacar alguns exemplos:
- Até hoje os judeus se destacam pela estrita observância do sábado. É dia de honrar a Deus de modo especial. Mas, que interessante! Deus se sente honrado se nesse dia ninguém pensar em lucro (não se trabalha), se o escravo e o trabalhador tiverem direito ao descanso, se até os animais puderem repousar. Esse ritmo de vida ligado ao número sete tem outros desdobramentos. No sétimo ano, o escravo é libertado e não pode ser jogado na sociedade sem recursos, para virar escravo de novo: deve ser dispensado com uma indenização, meio de recomeçar a viver com liberdade. ( Dt 15,12-15). De sete em sete anos se proclama o perdão das dívidas (Dt 15,1-2). A terra também descansa no ano sabático (Ex 23,10-11). Depois de 7x7 anos, vem o ano do jubileu, em que cada um retoma a propriedade que havia vendido em momento de aperto (Lv 25, 8-13).
- Na caminhada pelo deserto, a distribuição do maná é um símbolo importante da partilha que Deus deseja para seu povo (Ex 16,4-21). O maná, como toda a obra de Deus na natureza, é dado de graça para todos. Cada um tem o direito de recolher o que precisa, mas se pegar demais, o excesso apodrece. É um retrato simbólico da podridão que acompanha, ainda hoje, o acúmulo indevido de bens, que lesa o direito de outros.
- Os profetas clamam por justiça econômica: o órfão, o estrangeiro e viúva (símbolo dos mais carentes) não podem ficar desamparados sem que isso configure uma ofensa a Deus. Eles cobram dos governantes, a honestidade e o compromisso com os direitos dos mais fracos. Isaías, por exemplo, denuncia:
Ai daqueles que promulgam leis injustas, que redigem medidas maliciosas, para tapear o fraco na justiça, roubar o direito de meu povo explorado, para fazer viúvas suas vítimas e roubar dos órfãos. (Is 10,1-2)
Deus não aceita nem culto, homenagem, sem a prática da justiça e da fraternidade que se reflete no uso dons bens materiais. O mesmo Isaías nos mostra Deus advertindo:
Quando estendeis para mim as mãos, desvio meu olhar. Ainda que multipliqueis as orações, de forma alguma atenderei. É que vossas mãos estão sujas de morte. Limpai-vos, limpai-vos, tirai da minha vista as injustiças que praticais. Parai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem, buscai o que é correto, defendei o direito do oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva. Depois podemos discutir, diz o Senhor. (Is 1, 15-18)
Em outras palavras: sem a justiça da economia que não desampara os pequenos, Deus não quer conversa conosco. Muitos outros textos proféticos teriam indicações semelhantes, muitas leis do Pentateuco visam proteger trabalhadores e pobres, para que um filho ou filha de Deus não seja sacrificado no altar idolátrico da economia.
Jesus age também colocando o ser humano acima da pressão econômica
Ele adverte: Não ajunteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu... (Mt 6,19)
Reconhecendo que nossas escolhas no uso do dinheiro revelam quem somos de fato, ele observa: Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Mt 6,21) E se, em vez dos tesouros do céu, nosso coração estiver com os tesouros da terra, não sobra lugar para o Deus verdadeiro e instala-se a idolatria de servir a outro tipo de “deus”. Então Jesus faz a advertência que serve de lema para a nossa Campanha:
Ninguém pode servir a dois senhores: ou vai odiar o primeiro e amar o outro ou vai aderir ao primeiro e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro! (Mt 6,24)
E Jesus não ficou só no discurso. Toda a sua vida foi um testemunho de simplicidade no uso dos bens materiais, de solidariedade com os pobres, de distribuição gratuita dos dons de Deus, sem nenhuma ambição de bens ou glórias mundanas.
Um texto básico, escolhido para iluminar nossa Campanha
A equipe que trabalhou na Campanha pensou em destacar uma passagem bíblica para ancorar a reflexão a ser feita. O grupo escolheu o encontro de Jesus com Zaqueu (Lc 19,1-10):
Tendo entrado em Jericó, Jesus atravessou a cidade. Apareceu um homem chamado Zaqueu, chefe dos coletores de impostos, muito rico. “Zaqueu todo alegre acolheu Jesus em sua casa. Vendo isso, todos murmuravam; diziam: “É na casa de um pecador que ele foi se hospedar”. Mas Zaqueu, adiantando-se, disse ao Senhor: “Pois bem, Senhor, eu reparto aos pobres a metade dos meus bens e, se prejudiquei alguém, restituo-lhe o quádruplo”. Então Jesus disse a seu respeito: Hoje veio a salvação a esta casa.
Fonte: http://www.conic.org.br/index.php?system=news&news_id=805&action=read. Acesso dia 14 de outubro de 2009, às 11:13

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O Superior Geral

Caríssimos irmãos e leigos da Família pavoniana,
nestes anos, no nosso caminho como comunidade pavoniana, colocamos sempre em destaque o episódio de Caná. É um ícone que nos encoraja e nos estimula a crer na presença de Deus, que pode continuamente transformar a nossa realidade, muitas vezes pobre e carente, em lugar de alegria, de esperança e de salvação, para nós e para quantos encontramos na nossa missão. Por nós e por eles interceda Maria, “a nossa cara mãe”, que amamos e veneramos como fez e como nos ensinou o Padre Fundador.
Comunidade unida – “Que todos sejam uma coisa só” (Jo 17, 21).
O aspecto sobre o qual insistimos neste primeiro ano pós-capitular é o da comunidade unida, isto é, o empenho em se tornar sempre mais uma comunidade unida. Tenho confiança que algum passo tenha sido dado nesta direção por parte de cada comunidade. Não partimos do zero. Nas nossas costas há uma longa experiência de fraternidade, caracterizada pelo espírito de família e pela vida comum. Tratava-se e trata-se de explicitar cada vez melhor esta dimensão, torná-la mais verdadeira e mais evidente, segundo o espírito do Evangelho, a nossa Regra de Vida, a sensibilidade da Igreja e as exigências do mundo de hoje. Como religiosos e como pavonianos somos chamados a uma comunhão de vida, qual testemunho significativo na Igreja, que é mistério de comunhão e sinal eficaz de partilha para a humanidade.
A nossa vocação implica esta comunhão de vida, que se fundamenta na união dos corações em Cristo e se manifesta nos momentos de oração, nas relações e na ajuda fraterna, na partilha da missão e do trabalho. A organização das nossas jornadas deve evidenciar esta dimensão. A nossa programação deve favorecê-la. Sobre isto devemos nos confrontar: com sinceridade e serenidade, com espírito construtivo, com a disponibilidade para cada um de nós fazer a própria parte, sustentados pelo espírito de fé e pela paixão apostólica. As indicações que ofereci no anexo da carta do mês passado, de modo especial nas anotações de horário, podem nos ajudar a dar consistência, concretização e visibilidade a nossa comunhão de vida. São indicações tiradas da Regra de Vida.
Retomo e acentuo três aspectos.
Antes de tudo, o tema dos retiros mensais. Para realizá-los, não é necessário ter sempre um “pregador” externo ou fazê-los sempre em nível intercomunitário. Isto pode acontecer alguma vez durante o ano. Além destas oportunidades especiais, cada mês, podemos tirar meio dia e viver entre nós um tempo de retiro espiritual.
A colocação inicial pode ser preparada pelo superior ou por outro irmão da comunidade, valorizando algum parágrafo da Regra de Vida, do Documento capitular, da Ratio formationis, de outros textos formativos nossos (por ex. nos Boletins, como a pesquisa em preparação ao 38° Capítulo geral, no BI 1/08, à p. 67), ou qualquer artigo de “Convergência” ou de outras revistas adequadas. Depois de um tempo de meditação pessoal, pode-se continuar o retiro com uma partilha das reflexões e com a oração comum.
Refiro-me, depois, à oração cotidiana para a glorificação do Padre Fundador. Também esta oração coral contribui para unir a comunidade. Em nível local temos tantas intenções para rezar, tenho certeza. Em nível geral, eu já propus algumas intenções particulares pelos nossos irmãos enfermos e por outras pessoas próximas da Congregação. A estas intenções acrescento, agora, o convite para invocar a intercessão do Padre Fundador para uma senhora da nossa paróquia de Roma, Anna Maria Ruggieri, afetada por uma isquemia grave.
Aceno, enfim, aos subsídios que possuímos para divulgar a figura do nosso Padre Fundador. É uma atenção que não pode ficar reservada somente para algum momento extraordinário, mas que deve ser constante, como sinal de amor ao padre Pavoni e à Congregação. Em particular, a todos os adolescentes e jovens que passam nas nossas instituições educativas devemos dar alguns subsídios sobre o fundador: a história em quadrinhos, a biografia escrita por Teresio Bosco, etc. devemos distribuí-los cada ano, em um momento oportuno da permanência deles conosco e, durante, por exemplo, uma semana pavoniana. Se não fizermos o Padre Fundador conhecido e amado pelos adolescentes e jovens que estão conosco (nas nossas escolas, nos internatos, nos centros de encontros, nos pensionatos juvenis, nos oratórios, etc.) por quem deveremos fazê-lo conhecido?
Comunidade unida com os leigos – “Um só corpo e um só espírito” (Ef 4, 4a)
O tema do segundo ano pós-capitular acrescenta o acento de uma intensificação da relação da comunidade religiosa com os leigos colaboradores e próximos, na lógica da Família pavoniana. Sobre esta experiência, na Congregação se realizou um percurso explícito de mais de vinte anos, com um andamento diferenciado nas três Províncias e em cada comunidade.
Em referência ao Documento capitular e ao texto base da Família pavoniana, este ano, cada comunidade deve pontuar o próprio caminho e identificar os passos a serem dados para seguir na direção desejada. Conhecemos a direção deste caminho e não nos faltam as indicações práticas sobre como nos movimentarmos, à luz também das experiências realizadas por várias comunidades.
Nas visitas fraternas que realizarei, durante este segundo ano, terei como verificar o quanto se decidiu e realizou também neste âmbito, dentro da programação anual da comunidade.
Reafirmo a perspectiva de fundo sobre a qual nos colocarmos e sobre a qual fundamentar cada escolha, isto é, a da dimensão vocacional. É o Senhor que chamou a nós, religiosos, para sermos pavonianos e é o Senhor que chama outras pessoas para partilhar conosco o carisma da Congregação, como religiosos ou como leigos. Esta perspectiva vocacional nos ajuda a nos sentir plenamente inseridos na Igreja e a valorizar o ano sacerdotal proclamado pelo papa Bento XVI.
Reenvio ao que já apresentei na carta do mês passado e convido a distinguir alguma iniciativa para favorecer a proposta vocacional nos nossos ambientes de vida e de missão.
Outubro de 2009
De 5 a 7 de outubro, teremos, em Tradate, a reunião do Conselho geral.
Na Itália, dia 3, sábado e dia 8, quinta-feira, serão realizados vários encontros: para a Família pavoniana, para os superiores e administradores de comunidade, para os diretores de atividades educativas.
No Brasil, do fim do mês até o início de novembro, os superiores de comunidade e os formadores se reunirão e haverá a Assembléia anual da Família pavoniana.
Na Espanha, com o dia 12 de outubro, terão início as experiências dos grupos “Saiano”.
Sábado, dia 10, na sede para surdos de Via Castellini, em Bréscia, será apresentado o volume: Pessoas de palavra – Anotações para uma história do Pio Instituto Pavoni.
Domingo, dia 18 de outubro, em Lonigo, será solenizado o 40° aniversário do liceu Pavoni.
Nas próximas semanas, em Bréscia, para recordar o 80° de consagração da igreja de S. Maria Imaculada, serão realizadas várias manifestações, com encerramento, sexta-feira, dia 30, com a presença do bispo, mons. Luciano Monari.
Acompanhemos também neste mês a celebração do Sínodo dos bispos para a África, continente onde a Congregação tem intenção de estender, mais uma vez, o próprio carisma.
A Maria Imaculada, a mulher de Caná, a mulher do vinho novo, auxílio dos cristãos, confiemos os nossos propósitos e as nossas esperanças, certos da sua intercessão e da sua proteção materna.
Saúdo a todos no Senhor.
pe. Lorenzo Agosti, FMI - PAVONIANOS
Tradate, 1 de outubro de 2009, memória de S. Teresa do Menino Jesus

Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL - FMI - "Vem e Segue-Me" é Jesus que chama!

  • Aspirantado "Nossa Senhora do Bom Conselho": Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Orientador dos Aspirantes – Pe. Célio Alex, FMI - Colaborador: Ir. Quelion Rosa, FMI.
  • Aspirantado "Pe. Antônio Federici": Q 21, Casas 71/73 . Setor Leste. CEP 72460-210 - Gama / DF . Telefax: (61) 3385.6786. Orientador dos Aspirantes - Ir. José Roberto, FMI.
  • Comunidade Religiosa "Nossa Senhora do Bom Conselho": SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944. Pastoral Vocacional: Ir. Thiago Cristino, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Basílica de Santo Antônio: Av. Santo Antônio, 2.030 - Bairro Santo Antônio. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3223.3083 (Comunidade Religiosa Pavoniana) / (27) 3223.2160 / 3322.0703 (Basílica de Santo Antônio) . Reitor da Basílica: Pe. Roberto Camillato, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Paróquia São Sebastião: Área Especial 02, praça 02 - Setor Leste. CEP 72460-000 - Gama/DF. Tel.: (61) 34841500 . Fax: (61) 3037.6678. Pároco: Pe. Natal Battezzi, FMI. Pastoral Vocacional: Pe. José Santos Xavier, FMI.
  • Juniorado "Ir. Miguel Pagani": Rua Dias Toledo, 99 - Bairro Vila Paris. CEP 30380-670 - Belo Horizonte / MG. Tel.: (31) 3296.2648. Orientador dos Junioristas - Pe. Claudinei Ramos Pereira, FMI. ***EPAV - Equipe Provincial de Animação Vocacional - Contatos: Ir. Antônio Carlos, Pe. Célio Alex e Pe. Claudinei Pereira, p/ e-mail: vocacional@pavonianos.org.br
  • Noviciado "Maria Imaculada": Rua Bento Gonçalves, 1375 - Bairro Centro. CEP 93001-970 - São Leopoldo / RS . Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.1087. Mestre de Noviços - Pe. Renzo Flório, FMI. Pastoral Vocacional: Ir. Johnson Farias e Ir. Bruno, FMI.
  • Seminário "Bom Pastor" (Aspirantado e Postulantado): Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Orientador do Seminário - Ir. César Thiago do Carmo Alves, FMI.

Associação das Obras Pavonianas de Assistência: servindo as crianças, os surdos e os jovens!

  • Centro Comunitário "Ludovico Pavoni": Rua Barão de Castro Lima, 478 - Bairro: Real Parque - Morumbi. CEP 05685-040. Tel.: (11) 3758.4112 / 3758.9060.
  • Centro de Apoio e Integração dos Surdos (CAIS) - Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Coordenador: Luís Vicente Caixeta
  • Centro de Formação Profissional: Av. Santo Antônio, 1746. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3233.9170. Telefax: (27) 3322.5174. Coordenadora: Sra. Rosilene, Leiga Associada da Família Pavoniana
  • Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL-LP) SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944 . Diretor: Pe. José Rinaldi, FMI
  • Centro Medianeira: Rua Florêncio Câmara, 409 - Centro. CEP 93010-220 - São Leopoldo/RS. Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.2797 / 3589.6874. Diretor: Pe. Renzo Flório, FMI
  • Colégio São José: Praça Dom Otávio, 270 - Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre/MG - Caixa Postal: 149. Tel.: (35) 3423.5588 / 3423.8603 / 34238562. Fax: (35) 3422.1054. Cursinho Positivo: (35) 3423. 5229. Diretor: Prof. Giovani, Leigo Associado da Família Pavoniana
  • Escola Gráfica Profissional "Delfim Moreira" Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Diretor: Pe. Nelson Ned de Paula e Silva, FMI.
  • Obra Social "Ludovico Pavoni" - Quadra 21, Lotes 71/72 - Gama Leste/DF. CEP 72460-210. Tel.: (61) 3385.6786. Coordenador: Sra. Sueli
  • Obra Social "Ludovico Pavoni": Rua Monsenhor Umbelino, 424 - Centro. CEP 37110-000 - Elói Mendes/MG. Telefax: (35) 3264.1256 . Coordenadora: Sra. Andréia Mendes, Leiga Associada da Família Pavoniana.
  • Obra Social “Padre Agnaldo” e Pólo Educativo “Pe. Pavoni”: Rua Dias Toledo, 99 - Vila Paris. CEP 30380-670 – Belo Horizonte/MG. Tels.: (31) 3344.1800 - 3297.4962 - 0800.7270487 - Fax: (31) 3344.2373. Diretor: Pe. André Callegari, FMI.

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Quem sou eu?

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Bréscia, Italy
Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.