quarta-feira, 27 de abril de 2011

Expressões e imagens eclesiais no Evangelho de São João

Por Ir. Thiago Cristino, fmi
Estudante de Teologia.


Propomo-nos de fazer um ensaio sobre os símbolos sugestivos que ilustram a dimensão comunitária da eclesiologia joanina. Ainda que o autor sagrado acentue a questão da fé no seu aspecto pessoal, tenhamos presente que o elemento comunitário jamais é descartado. Para São João tais imagens servem para mostrar que uma realização existencial com Cristo sem a Igreja é impensável, “porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). Desse modo, a comunidade é impensável sem uma coordenada transcendente.



I. Características da comunidade de Jesus de Nazaré



A) A Esposa do Messias (3,27-30): é uma comunidade de caráter nupcial, que é bem acentuado por João, o Batista quando diz: “Quem tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que está ao seu lado e o ouve, muito se alegra com a voz do esposo” (v. 29). Aqui fica mais claro o papel de João Batista em relação a Jesus. Este é o esposo messiânico e a comunidade escatológica é a esposa de Cristo. Tal imagem é empregada no Primeiro Testamento para descrever a relação do Rei com seu Povo, por exemplo, Aquitofel promete a Absalão levar todo o povo para ele, como vem a esposa ao seu esposo (2Sm 17,3). Segundo a tese de P. Proulx e L. Alonso Schökel o “desatar a correia da sandália” de Jo 1,27 seria um traço do direito matrimonial hebraico relativo ao levirato . Neste sentido João Batista não é digno de apropriar-se do papel de “Esposo” da nova Aliança.

B) O rebanho de Cristo (10,1-18): Neste capítulo Jesus fala diversas vezes de suas ovelhas, quando se apresenta como Porta (vv. 7-10), como Bom Pastor (vv.11-18), mas também no polêmico discurso sobre a incredulidade dos judeus, que não pertencem ao rebanho de Cristo (vv.22-30). Tal atividade de Jesus-pastor tende a instituir um novo Israel espiritual, cuja nota distinta é a escuta da sua palavra (v.3). Se num primeiro momento as ovelhas ouvem a sua voz, designando uma atenção inicial, no v.16 a tendência é a transformação da vida pela palavra numa adesão total e sem reservas a Cristo, num caminho constante de aprofundamento de fé. Assim lemos: “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco: é preciso que eu as conduza. Elas ouvirão (akousousin) a minha voz, e haverá um só rebanho, um só pastor”. A pertença ao único rebanho de Cristo é decretada pelo acolhimento e re-conhecimento (ginoskein) de Jesus como Messias e Filho de Deus. Tal conhecimento não é tanto um saber intelectual, mas um saber a partir da experiência do encontro com Cristo, isto é, que possibilita uma intimidade e comunhão de vida. Essa imagem joanina evoca a temática eclesial do Primeiro Testamento, segundo a qual Israel é o rebanho do Senhor, que reúne, cuida, reconduz, busca (Cf. Is 63, 12-14; Ez 34,11.23-25). Para São João não é concebível pensar Cristo-pastor sem o seu rebanho e vice-versa.

C) O povo de Deus (11,50-52;18,14): Para sustentar essa fundamentação nos reportaremos à Profecia – termo insistido por João – do Sumo sacerdote Caifás: “Jesus deve morrer pelo povo (laos), para que não pereça toda a nação (ethnos). O primeiro vocábulo indicava o povo, eleito e santo. Já o segundo significava a estrutura étnica e política deste povo santo. Assim, temos que Jesus não morre apenas pela nação judaica, mas por aqueles que têm outra procedência e que estão dispersos, isto é judeus e gentios. Tal Povo, novo e único, se formará com a morte de Jesus. Neste sentido a morte de Jesus é compreendida pelo evangelista em chave soteriológica (morrer para), porque é através deste feito que, Nele, é estabelecida a plena comunhão com o Pai e, conseqüentemente, tem-se início a unidade da Igreja, novo povo de Deus e rebanho de Cristo.

D) A videira e os ramos (15,1-8): Esta é tipicamente joanina. O evangelista provavelmente se apóia numa tradição veterotestamentária, na qual Israel é contemplado sob a imagem da ‘vinha’ (Cf. Os 10,1; Jr 2,21; 5,10; Ez 15,1-6). Segundo Is 5,1-7, a casa de Israel é a vinha do Senhor dos exércitos. Pois bem, quando João adota esta imagem para referir-se à comunidade de Jesus, ele realiza uma mudança fundamental: a videira não é a representação de Israel, mas é símbolo do próprio Cristo, Filho e revelador do Pai. A figura dos ‘ramos’ designa a comunidade salvífica, que é fundada pela ‘videira verdadeira’, Jesus, em íntima comunhão de vida com Ele e Nele. Assim está descrito no v.5: “Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”. Trata-se, portanto, de um relacionamento de confiança e fidelidade recíproca que existe entre Ele e os seus. A Igreja não pode constituir uma entidade distinta de Cristo. Uma comunidade que não permaneça unida a Jesus está condenada à esterilidade absoluta. Enquanto João apela para a imagem da ‘videira e ramos’, Paulo realça o caráter ‘corpo de Cristo’. Ainda que ambos os autores busquem uma união orgânica entre a comunidade de Cristo, o primeiro insiste na união vital, necessária e duradoura a Cristo; já o segundo apela para a relação que os membros têm entre si, mediante os vários carismas que distinguem os cristãos (Cf. 1Cor 12).

E) A túnica inconsútil (19, 23-24): os soldados repartem entre si as vestes e sorteiam a túnica de Cristo, que está crucificado. João fornece uma descrição pormenorizada da túnica, isto se deve ao fato de ela simbolizar a unidade da Igreja. O verbo (schízein – cindir) empregado para designar divisão, repartição das vestes, tem sua raiz no substantivo (schísma – cisma). Na literatura bíblica, a veste rasgada era símbolo corrente de cisão ou separação do povo de Deus. Por exemplo, com a morte do rei Salomão, em 932 a.C. aconteceu um cisma entre as tribos do norte com as do sul. O profeta Aías rasgou o manto em doze pedaços (1Rs 11-2931). Num primeiro momento o que é posto em destaque é a idéia de ‘parte’ e ‘divisão’. Já num segundo momento, João insiste na túnica inconsútil e que não foi dividida. Tal tensão dialética entre a partilha das vestes e integridade da túnica levam a crer que o povo está dividido, especialmente diante de Jesus; na hora messiânica, porém, a unidade será realizada pelo congregamento de todos no monte Sião. Os ‘filhos dispersos’ serão reconduzidos em torno da cruz de Jesus, pois a Igreja nasce do Calvário . A unidade do povo messiânico se realiza na mãe de Jesus e no Discípulo amado junto à cruz (vv. 25-27)

F) A rede ‘indivisa’ de Pedro (21, 1-14): É certo que a ideia de universalidade está subjacente na perspectiva ‘eclesiástica’ de todo o capítulo. Jesus ressuscitado faz de Pedro o ‘pastor’ de ‘seu’ rebanho, o chefe da comunidade dos seus discípulos. Nota-se a presença de uma só rede, mas também o detalhe de que ela (rede) não de divide, não se rompe. A rede se converte num símbolo da Igreja universal que nasceu como fruto da obra salvífica de Cristo (Morte e Ressurreição – Cf. 12,24.32); a Igreja de Cristo será sempre una, ainda que seja composta por homens de todas as nacionalidades do mundo (unidade na diversidade). Nos vv. 6 e 11 é mais explícito quando Jesus diz: “‘lançai a rede à direita do barco e achareis’. Lançaram, então, e não tinham mais força para puxá-la, por causa da quantidade de peixes. (...) Simão Pedro subiu à barca e arrastou a rede para a praia. Ela estava cheia de cento e cinquenta e três peixes grandes, apesar de serem tantos, a rede não se rompeu (não se dividiu)”. Ao contrário dos outros discípulos (juntos), Pedro (sozinho) consegue arrastar (helkein) a rede. O verbo designa atração cristológica (12,32;6,44) . Ora, neste capítulo é Pedro quem assume a tarefa da atração cristológica, significando o seu primado em relação à comunidade, depois de retornar à fé que havia perdido precedentemente (vv.15-19).



II. A Igreja e o Mundo (15, 18-21;16,20)



Na literatura joanina a contraposição entre Igreja (grupo de discípulos) e Mundo (concepção ético-religiosa) é uma constante. Isto posto, uma questão faz-se necessária: que relação existe entre a Igreja e o mundo? Porém, antes de mais nada precisamos entender o termo kosmos em João.

a) Numa primeira leitura encontramos o ‘mundo’ como a obra da criação, céus e terra;

b) O segundo significado é o ‘mundo’ enquanto morada dos homens e o cenário da história humana;

c) No terceiro significado, o ‘mundo’ indica o conjunto dos homens incrédulos que não reconhecem Jesus como Filho de Deus e Salvador universal dos homens – Sinédrio. Enquanto potência maléfica o ‘mundo’ se identifica com o diabolos;

Na literatura joanina a concepção de ‘mundo’ mais utilizada é aquela em seu aspecto ético-religioso como força demoníaca que se opõe ferrenhamente a Jesus e àqueles que Nele creem. E é neste contexto que a comunidade de Jesus é chamada a caminhar na luz (14,6), deixar os caminho das trevas (8,12;11,9s; 12,35) e a assumir diversas tarefas em suas relações com o mundo, ou seja, a comunidade está no ‘mundo’ para uma missão: conhecer, acolher e observar a Palavra do Pai, pelo Filho Jesus, o Revelador do Pai, através do anúncio da Palavra feita VIDA na vida do homem, e por isso não pode se confundir com este ‘mundo’, que só é vencido mediante a Fé em Cristo (Jo 17,14-18) e a prática do amor (1Jo 5,3.18-20). Todavia, é no capítulo 17, na oração sacerdotal de Cristo, que encontramos enfaticamente a dimensão missionária da Igreja que está aberta para continuar e expandir a revelação de Cristo e sua obra salvífica, mediante a fidelidade, sem a qual a comunidade torna-se estéril.

A missão assumida nestes termos produz efeitos (17,20-26) como: Por meio da proclamação da Palavra o homem crê em Cristo, que liberta e salva (v.20); a unidade com Deus e com os irmãos (vv. 21.23) e o dom do ágape (v.26). Jesus ora para que se realizem entre os discípulos os mesmos sentimentos entre o Pai e o Filho; contemplação da glória de Deus (v.24), isto é, estar com Cristo (Fl 1,23) numa intimidade profunda com Deus, na ‘vida eterna: que eles te conheçam a ti’ (v.3) que já começa embrionariamente hic et nunc depois da entrega total ao Pai. Enfim, ao pretender conduzir os homens a Jesus, a comunidade se revela como presença soteriológica no e para o mundo.


P.S. ressaltamos que as anotações aqui descritas são frutos de reflexões pessoais e conteúdo pesquisado.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Superior geral

Caríssimos irmãos e leigos da Família pavoniana,

enquanto estamos no coração da quaresma e a caminho rumo à Páscoa, como Congregação estamos nos preparando também para a celebração da Consulta geral de maio. Este evento representa uma pausa, uma ocasião oportuna de reflexão e de avaliação, aproximadamente na metade do caminho entre o Capítulo geral passado e o próximo. O Documento capitular de 2008 elaborou um projeto, partindo de questões postas e partilhadas em nível de todas as nossas comunidades.

Acolhemos e fizemos nosso este projeto e começamos a concretizá-lo, para manter vivo e atual o nosso carisma hoje. A que ponto chegamos na sua realização? Sobre isto nos avaliamos em comunidade e nas assembleias provinciais e lhe daremos um olhar sintético na Consulta geral, para retomar com maior entusiasmo o processo de renovação que Deus e a história exigem de nós. Neste momento, quero partilhar com vocês as atitudes de fundo que permitirão que o processo a caminho não fique letra morta, mas se concretize realmente no nosso vivido de cada dia.

Somos família, temos um projeto comum, cada um de nós é importante.

Uma primeira convicção que nos une é a certeza de que somos uma família. Como Pavonianos (religiosos e leigos) nos sentimos unidos por uma pertença muito mais forte do que qualquer associação ou clube a que podemos fazer referência. A Congregação religiosa e, em termos mais amplos, mas não menos significativos e expressivos, a Família pavoniana representam para nós a realidade de um vínculo vital, que encontra o seu fundamento dentro da Igreja, na fé em Cristo e no carisma do beato Ludovico Pavoni. Somos um corpo, para usar a imagem de são Paulo. O apóstolo a refere à Igreja, mas esta imagem pode ser aplicada efetivamente também à nossa Família pavoniana. Somos um corpo só, caracterizado por compromissos comuns, por relações fraternas e estáveis, por uma missão que nos identifica. Naturalmente de modo diferente, segundo a vocação religiosa ou leiga de cada um.

Sobre esta base (e é uma segunda convicção) partilhamos um projeto comum. Um projeto que nos vem do padre Fundador, nos foi transmitido pela história da Congregação e que hoje está nas nossas mãos, confiado à nossa responsabilidade. É um projeto contido na Regra de Vida e que o Documento capitular pontualizou em relação às nossas possibilidades e às necessidades dos tempos atuais. O Documento capitular nos pediu para dar passos que podemos cumprir. Por que dar estes passos? Para ser realmente nós mesmos, para ser fiéis ao projeto comum que nos une, para olhar para o futuro com esperança. Uma forte motivação nos sustenta ao unir as nossas forças para conseguir não somente objetivos pessoais, mas também e, sobretudo, objetivos partilhados.

Nesta perspectiva (e é uma terceira convicção) cada um de nós é importante, independentemente do lugar que ocupa. Cada um de nós concorre para a realização do projeto comum. Jamais me cansarei de repeti-lo. Ninguém pode se sentir mais importante do que os outros e ninguém deve se sentir menos importante do que os outros. Se cada um procura ser um autêntico pavoniano (religioso ou leigo) e dá tudo o que pode, está dando a máxima contribuição para o bem da Congregação. Não podemos desenvolver todos o mesmo trabalho. Somos complementares. Cada um dá segundo os talentos recebidos de Deus. E somente o Senhor conhece quem contribui mais para o bem da Congregação.

A graça e a promessa do Senhor, a coragem do caminho, as margens de inovação.

A garantia do futuro da Congregação (como da Igreja e de qualquer outra instituição na Igreja) está em Deus. Esta é uma quarta convicção. Tudo depende de Deus. Por isso, como ensinava s. Inácio de Loyola, enquanto fazemos como se tudo dependesse de nós, devemos pedir e confiar em Deus, como se tudo dependesse dele. Uma imagem bíblica da afirmação de s. Inácio podemos encontrar em Êxodo 17, 8-16: Josué que combate e Moisés que reza concorrem juntos para a mesma vitória sobre Amalec. Deus somente dá consistência e eficácia à nossa obra. Nós agimos, sim, com critérios humanos, mas sustentados por motivações evangélicas. Realidade humana e graça de Deus se entrelaçam na nossa identidade. Mas a graça de Deus para a nossa realidade humana é como a linfa para a árvore. Não se vê a linfa, mas sem a linfa a árvore morre. A nossa força está na graça de Deus e na sua promessa. Na promessa feita a Ludovico Pavoni e, nele, à Congregação. Por isso, temos confiança na graça e na promessa do Senhor. Façamos a nossa parte, sustentados por esta confiança.

Portanto, e é uma quinta convicção, não nos desanimemos nas dificuldades e na experiência das nossas fragilidades. Se tudo dependesse de nós, teríamos motivo para nos preocuparmos seriamente. Nós nos dedicamos a uma obra que é nossa sim, mas que antes de tudo é do Senhor. Por isso, em nós não pode haver justificativas para o desânimo. A desconfiança significaria uma falta de fé em Deus. Certamente não fechamos os olhos diante das dificuldades, não negamos os problemas que nos afligem de perto. Mas, justamente, situações semelhantes é que provam as nossas convicções e a nossa constância. Justamente quando nos encontramos na prova é que devemos crer que o Senhor está mais perto de nós, não deixa faltar sua ajuda e não falta com seu “braço poderoso” (Salmo 89, 11; Jeremias 21, 5 e 27, 5; cf. Lucas 1, 51).

Daqui brota uma sexta convicção que se torna um empenho partilhado: não nos deixar vencer pela inércia e pela resignação. Existem margens de inovação, de renovação em cada um de nós e nas nossas comunidades, bem como em toda a Família pavoniana. Toca a nós não resistir à graça de Deus, não resistir à mudança; toca a nós ousar a inovação. Devemos fazer bem a nossa parte: cada um e todos juntos; conscientes das nossas limitações, mas também das nossas possibilidades.

Estas convicções, como as consequências operativas que elas comportam, permitem-nos encarar com esperança o futuro da Congregação. Caso contrário, sem estas bases, estaríamos sujeitos a ameaças e danos difíceis de serem evitados.

Mas tenho certeza de que o desejo de futuro, à luz do Senhor, está presente no coração de cada um de nós.

São seis convicções fundamentadas na palavra de Deus, em Deus que é a Palavra feita carne e pão partido para a nossa salvação.

A Páscoa da nossa salvação.

No mês de abril continuarei a visita às comunidades da Congregação. Em particular, estarei no México, de quinta-feira, dia 7, ao dia 18. Este ano realizar-se-á, mais uma vez, de 21 a 24 de abril, a experiência da “Páscoa juvenil”, tanto na Itália, na localidade Maggio, como em Valladolid (Espanha).

Sábado, dia 30, haverá a “Primeira Convenção do Museu Tipográfico Ludovico Pavoni”, em Artogne (Bréscia). Após dois anos da inauguração do museu dedicado ao nosso Fundador, o ex-aluno Simone Quetti promove esta convenção intitulada: “Da comunicação à educação”.

Apenas celebramos, no dia 1° de abril, o aniversário da morte do padre Ludovico Pavoni e o dia 14 será o nono aniversário das sua beatificação. A lembrança do Padre Fundador nos ajuda a nos preparar seriamente para viver com profundidade a Páscoa do Senhor. Na sua vida e nas modalidades da sua morte ele imitou o Senhor Jesus “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a própria vida em resgate de muitos” (Mateus 20, 28). Como discípulos de Jesus e do padre Pavoni, não podemos deixar de percorrer suas pegadas. Devemos perguntar-nos se de fato fazemos, e fazer efetivamente, com que cada um de nós e as nossas comunidades sejam ainda lugares da visibilidade da busca de Deus e do testemunho do coração de Cristo. Na medida em que imitarmos padre Pavoni, não deixaremos de sê-lo, com a graça de Deus.

Meditando sobre a Páscoa de Cristo e pensando no exemplo do padre Pavoni podemos refletir a experiência de s. Patrício, grande evangelizador da Irlanda. Nascido na Grã-Bretanha, por volta de 385, ainda jovem foi levado prisioneiro para a Irlanda e mandado pastorear ovelhas. Reconquistada a liberdade, foi atingido pela graça de Deus, converteu-se à fé cristã e se tornou presbítero. Consagrado bispo, entre inúmeras dificuldades e provas, evangelizou com grande zelo os povos daquela ilha, convertendo muitos à fé. Em uma sua expressão, assim sintetiza o seu ideal evangélico de vida: “Sacrifiquei a minha liberdade para a salvação dos outros”. Como Cristo, como os santos, como cada autêntico cristão.

Boa Páscoa a todos!

pe. Lorenzo Agosti
Tradate, 3 de abril de 2011, IV domingo da quaresma.

Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL - FMI - "Vem e Segue-Me" é Jesus que chama!

  • Aspirantado "Nossa Senhora do Bom Conselho": Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Orientador dos Aspirantes – Pe. Célio Alex, FMI - Colaborador: Ir. Quelion Rosa, FMI.
  • Aspirantado "Pe. Antônio Federici": Q 21, Casas 71/73 . Setor Leste. CEP 72460-210 - Gama / DF . Telefax: (61) 3385.6786. Orientador dos Aspirantes - Ir. José Roberto, FMI.
  • Comunidade Religiosa "Nossa Senhora do Bom Conselho": SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944. Pastoral Vocacional: Ir. Thiago Cristino, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Basílica de Santo Antônio: Av. Santo Antônio, 2.030 - Bairro Santo Antônio. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3223.3083 (Comunidade Religiosa Pavoniana) / (27) 3223.2160 / 3322.0703 (Basílica de Santo Antônio) . Reitor da Basílica: Pe. Roberto Camillato, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Paróquia São Sebastião: Área Especial 02, praça 02 - Setor Leste. CEP 72460-000 - Gama/DF. Tel.: (61) 34841500 . Fax: (61) 3037.6678. Pároco: Pe. Natal Battezzi, FMI. Pastoral Vocacional: Pe. José Santos Xavier, FMI.
  • Juniorado "Ir. Miguel Pagani": Rua Dias Toledo, 99 - Bairro Vila Paris. CEP 30380-670 - Belo Horizonte / MG. Tel.: (31) 3296.2648. Orientador dos Junioristas - Pe. Claudinei Ramos Pereira, FMI. ***EPAV - Equipe Provincial de Animação Vocacional - Contatos: Ir. Antônio Carlos, Pe. Célio Alex e Pe. Claudinei Pereira, p/ e-mail: vocacional@pavonianos.org.br
  • Noviciado "Maria Imaculada": Rua Bento Gonçalves, 1375 - Bairro Centro. CEP 93001-970 - São Leopoldo / RS . Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.1087. Mestre de Noviços - Pe. Renzo Flório, FMI. Pastoral Vocacional: Ir. Johnson Farias e Ir. Bruno, FMI.
  • Seminário "Bom Pastor" (Aspirantado e Postulantado): Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Orientador do Seminário - Ir. César Thiago do Carmo Alves, FMI.

Associação das Obras Pavonianas de Assistência: servindo as crianças, os surdos e os jovens!

  • Centro Comunitário "Ludovico Pavoni": Rua Barão de Castro Lima, 478 - Bairro: Real Parque - Morumbi. CEP 05685-040. Tel.: (11) 3758.4112 / 3758.9060.
  • Centro de Apoio e Integração dos Surdos (CAIS) - Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Coordenador: Luís Vicente Caixeta
  • Centro de Formação Profissional: Av. Santo Antônio, 1746. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3233.9170. Telefax: (27) 3322.5174. Coordenadora: Sra. Rosilene, Leiga Associada da Família Pavoniana
  • Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL-LP) SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944 . Diretor: Pe. José Rinaldi, FMI
  • Centro Medianeira: Rua Florêncio Câmara, 409 - Centro. CEP 93010-220 - São Leopoldo/RS. Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.2797 / 3589.6874. Diretor: Pe. Renzo Flório, FMI
  • Colégio São José: Praça Dom Otávio, 270 - Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre/MG - Caixa Postal: 149. Tel.: (35) 3423.5588 / 3423.8603 / 34238562. Fax: (35) 3422.1054. Cursinho Positivo: (35) 3423. 5229. Diretor: Prof. Giovani, Leigo Associado da Família Pavoniana
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  • Obra Social "Ludovico Pavoni" - Quadra 21, Lotes 71/72 - Gama Leste/DF. CEP 72460-210. Tel.: (61) 3385.6786. Coordenador: Sra. Sueli
  • Obra Social "Ludovico Pavoni": Rua Monsenhor Umbelino, 424 - Centro. CEP 37110-000 - Elói Mendes/MG. Telefax: (35) 3264.1256 . Coordenadora: Sra. Andréia Mendes, Leiga Associada da Família Pavoniana.
  • Obra Social “Padre Agnaldo” e Pólo Educativo “Pe. Pavoni”: Rua Dias Toledo, 99 - Vila Paris. CEP 30380-670 – Belo Horizonte/MG. Tels.: (31) 3344.1800 - 3297.4962 - 0800.7270487 - Fax: (31) 3344.2373. Diretor: Pe. André Callegari, FMI.

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Quem sou eu?

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Bréscia, Italy
Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.