segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Entrevista Cardeal Mauro Piacenza


Cardeal explica em entrevista a ACI digital a atual “crise” do sacerdócio católico.


O Prefeito da Congregação para o Clero no Vaticano, o Cardeal Mauro Piacenza, explicou em entrevista exclusiva concedida ao grupo ACI a “crise” do sacerdócio católico que os meios seculares pretendem apresentar, assim como o que cada presbítero deve viver para ser fiel à sua vocação.
Pelo seu cargo, o Cardeal Piacenza é o principal encarregado na Santa Sé, depois do Papa, de promover iniciativas para a santidade e a formação do clero: sacerdotes diocesanos e diáconos. Também se encarrega da formação religiosa de todos os fiéis, especialmente da catequese. E tem ademais um trabalho menos conhecido de conservar e administrar os bens temporais da Igreja.
O Cardeal Piacenza nasceu no dia 15 de setembro de 1944 em Gênova na Itália. Foi ordenado sacerdote no dia 21 de dezembro de 1969. Tem um doutorado em direito canônico. Foi designado Presidente da Comissão Pontifícia para os Bens Culturais da Igreja em 13 de outubro de 2003 e recebeu a ordenação episcopal no dia 15 de novembro desse mesmo ano. Foi nomeado secretário da Congregação para o Clero e elevado à dignidade de Arcebispo no dia 7 de maio de 2007. Em seguida foi nomeado Prefeito da mesma Congregação no dia 7 de outubro de 2010 tendo sido criado Cardeal em 20 de novembro desse mesmo ano.
A seguir publicamos na íntegra a entrevista exclusiva concedida ao grupo ACI na cidade de Los Angeles (Estados Unidos) onde o Cardeal Piacenza realizou diversas atividades, e entre elas, um encontro com os sacerdotes diocesanos desta diocese, a maior do país norte-americano.
Grupo ACI: Uma conjunção de fatos e de sobreexposição na imprensa secular criou uma “crise”, por assim dizê-lo, da imagem do sacerdote católico. Como resgatar esta imagem para o bem da Igreja?
Cardeal Piacenza: Na teologia católica, imagem e realidade jamais se separam. A imagem é curada ao curar a interioridade. Devemos curar sobre tudo “por dentro”. Não devemos preocupar-nos muito por “aparentar por fora”, mas por “ser realmente”. É fácil individualizar as regras que movem ao exterior e os conseguintes interesses entrecruzados; nós não devemos jamais esconder-nos, mas, onde seja necessário, devemos reconhecer com humildade e verdade os erros, com a capacidade de reparar, seja humanamente, seja espiritualmente, confiando mais no Senhor que nas nossas pobres forças humanas. Assim vem o resgate! Se o sacerdote for aquilo que deve ser: homem de Deus, homem do sagrado, homem de oração e, por isso, totalmente ao serviço dos demais homens, da fé deles, do seu bem autêntico e integral, seja espiritual ou material, e do bem da comunidade como tal.

Grupo ACI: Como fazer que tantos católicos desiludidos que vêem o chamado “escândalo sexual” da Igreja entendam que isto não define em absoluto o sacerdócio ministerial nem a Igreja?
Cardeal Piacenza: É humanamente compreensível, como o Santo Padre referiu na entrevista durante o vôo da sua última viagem apostólica à Alemanha, que alguns possam pensar que não podem reconhecer-se em uma Igreja na qual acontecem certos atos infames. Entretanto, o próprio Bento XVI, naquela ocasião, convidava com claridade a ir ao fundo da natureza da Igreja, que é o Corpo vivente de Cristo ressuscitado, que prolonga no tempo sua existência e ação salvífica. O horrível pecado de alguns não deslegitima o bom proceder de muitos, nem muda a natureza da Igreja. Certamente debilita enormemente sua credibilidade e, por isso, estamos chamados a obrar incessantemente pela conversão de cada um e por aquela radicalidade evangélica e fidelidade, que sempre devem caracterizar um autêntico Ministro de Cristo. Recordemos que para ser verdadeiramente acreditáveis é necessário crer verdadeiramente.

Grupo ACI: Alguns acreditam que esta “crise” seja ainda um argumento mais para as “reformas exigidas” sobre o modo de viver o sacerdócio. Fala-se, por exemplo, de sacerdotes casados como uma solução tanto para a solidão dos sacerdotes como para a falta de vocações sacerdotais. O que significa verdadeiramente a “reforma do clero” no pensamento e magistério do Santo Padre Bento XVI?
Cardeal Piacenza: Se aqueles que argumentam isto fossem seguidos, criariam um crack inaudito. Os remédios sugeridos agravariam terrivelmente os males e seguiriam a lógica inversa do Evangelho. Fala-se de solidão? Mas por quê? Acaso Cristo é um fantasma? A Igreja é um cadáver ou está viva? Os Santos sacerdotes dos séculos passados foram homens anormais? A santidade é uma utopia, um assunto para poucos predestinados, ou uma vocação universal, como nos recordou o Concílio Vaticano II? Não se deve baixar e sim elevar o tom: esse é o caminho. Se a subida for árdua devemos tomar vitaminas, devemos reforçar-nos e, fortemente motivados, sobe-se com muita alegria no coração. Vocação significa “chamada” e Deus segue chamando, mas é necessário poder escutar e, para escutar, é necessário não ter as orelhas tampadas, é necessário fazer silêncio, é necessário poder ver exemplos e sinais, é necessário olhar a Igreja como o Corpo, no qual ocorre sempre o acontecimento do Encontro com Cristo.

Para ser fiéis é necessário estar apaixonados. Obediência, castidade no celibato, dedicação total no serviço pastoral sem limite de calendário ou de horário, se estamos realmente apaixonados, não são percebidos como constrições, mas como exigências do amor que constitutivamente não poderia não doar-se. Não são tantos “nãos” mas um grande “sim” como aquele da Santa Virgem na Anunciação.
A reforma do clero? É o que eu invoco desde que era seminarista e logo um jovem sacerdote (falo dos anos 1968 -1969) e me enche de alegria escutar como o Santo Padre invoca continuamente tal reforma como uma das mais urgentes e necessárias na Igreja. Mas recordemos que a reforma da qual se fala não é “mundana” e sim católica! Acredito que, em uma extrema síntese, pode-se dizer que o Papa considera muito importante um clero seguro e humildemente orgulhoso da própria identidade, completamente identificado com o dom de graça recebido e pelo qual, conseguintemente, seja clara a distinção entre “Reino de Deus” e mundo. Um clero não secularizado, que não sucumbe às modas passageiras nem aos costumes do mundo. Um clero que reconheça, viva e proponha a primazia de Deus e, de tal primazia, saiba fazer descender todas as conseqüências. Mais simplesmente a reforma consiste em ser o que devemos ser e procurar cada dia chegar a ser o que somos. Trata-se então de não confiar tanto nas estruturas, nas programações humanas, mas sim e sobre tudo na força do Espírito.
Grupo ACI: Fala-se com freqüência também do “sacerdócio feminino”. De fato existe nos Estados Unidos um movimento que pretende e exige o sacerdócio e a ordenação de bispas mulheres, e que afirmam ter recebido tal mandato dos sucessores dos Apóstolos.
Cardeal Piacenza: A Tradição Apostólica, neste sentido, é de uma claridade absolutamente inequívoca. A grande e ininterrupta Tradição eclesiástica sempre reconheceu que a Igreja não recebeu de Cristo o poder de conferir a ordenação às mulheres.

Qualquer outra reivindicação tem o sabor da auto-justificação e é, histórica e dogmaticamente, infundada. Em qualquer sentido, a Igreja não pode “inovar” simplesmente porque não tem o poder para fazê-lo neste caso. A Igreja não tem um poder superior ao de Cristo!
Onde vemos comunidades não católicas guiadas por mulheres, não devemos nos maravilhar porque onde não é reconhecido o sacerdócio ordenado, a guia obviamente é confiada a um fiel leigo e, em tal caso, que diferença existe se esse fiel for homem ou mulher? A preferência de um sobre outro seria só um dado sociológico e portanto mutável, em evolução. Se fossem apenas homens então seria discriminador. A questão não é entre homens e mulheres mas entre fiéis ordenados e fiéis leigos, e a Igreja é hierárquica porque Jesus Cristo a fundou assim. O Sacerdócio ordenado, próprio da Igreja Católica e das Igrejas Ortodoxas, está reservado aos homens e isto não é discriminação à mulher mas simplesmente conseqüência da insuperável historicidade do evento da Encarnação e da teologia paulina do corpo místico, no qual cada um tem seu próprio papel e se santifica e produz fruto em coerência com o próprio lugar. Se logo depois tudo isto for interpretado em chave de poder, então estamos completamente fora do caminho, porque na Igreja só a Beata Virgem Maria é “onipotência suplicante”, como nenhum outro o é, pelo qual uma mulher é bastante mais poderosa que São Pedro. Mas Pedro e a Virgem têm papéis diferentes e ambos essenciais. Eu escutei muito isto também em não poucos ambientes da Comunhão anglicana.
Grupo ACI: Do ponto de vista das cifras e da qualidade, como aparece a Igreja Católica hoje, em comparação com seu passado recente, e como se vê no futuro?
Cardeal Piacenza: Em geral, a Igreja Católica está crescendo no mundo, sobre tudo graças à enorme contribuição dos continentes asiático e africano. Essas jovens Igrejas aportam sua fundamental contribuição em ordem à frescura da fé. Nas últimas décadas –se me concede a expressão– estivemos jogando rugby com a fé, colidindo, e às vezes machucando-nos muito, e ao final ninguém chegou a lugar nenhum. Houve e há problemas na Igreja, mas é necessário olhar para frente com grande esperança! Nem tanto em nome de um ingênuo ou superficial otimismo, mas em nome da magnífica esperança que é Cristo, concretizada na fé cada um, na santidade de cada um e na perene autêntica reforma da Igreja. Se o grande evento do Concílio Ecumênico Vaticano II foi um vento do Espírito que entrou pelas janelas da Igreja abertas ao mundo, é necessário reconhecer que, com o Espírito, entrou também não pouco vento mundano, gerou-se uma corrente e as folhas voaram pelos ares. Está tudo, nada se perdeu, entretanto é necessário, com paciência, voltar a pôr ordem. Ordena-se sobre tudo afirmando com força o primado de Cristo Ressuscitado, presente na Eucaristia. Há uma grande batalha pacífica a ser feita e é a da Adoração eucarística perpétua, para que o mundo inteiro faça parte de uma rede de oração que, unida ao Santo Rosário, vivido como ruminação dos mistérios salvíficos de Cristo, junto a Maria, seja gerado e desenvolvido um movimento de reparação e penetração. Sonho com um tempo próximo no qual não exista uma só diocese na qual não haja uma igreja ou pelo menos uma capela na qual dia e noite se adore o Amor sacramentado. O Amor deve ser amado! Em cada diocese, e melhor ainda se também em cada cidade e povoado, houvesse mãos elevadas ao céu para implorar uma chuva de misericórdia sobre todos, próximos e longínquos, então tudo mudaria. Recordam o que acontecia quando Moisés tinha as mãos elevadas e o que acontecia quando as deixava cair? Jesus veio para trazer o fogo e seu desejo é que arda em todo lugar para exista a civilização do amor.

Este é o clima da reforma católica, o clima para a santificação do clero e para o crescimento de santas vocações sacerdotais e religiosas, este é o clima para o crescimento de famílias cristãs verdadeiras igrejas domésticas, eis o clima para a colaboração de fiéis leigos e clérigos.
Sim, porém é preciso acreditar em tudo isto verdadeiramente e nos Estados Unidos sempre houve e ainda há muitos recursos prometedores. Adiante!
Fonte: ACI/EWTN Noticias

domingo, 9 de setembro de 2012

O Superior geral


Caríssimos irmãos e leigos da Família pavoniana,

na maior parte das comunidades da Congregação, o mês de setembro marca o início de um novo ano de vida e de atividades. É o momento de retomada e de reprogramação. Retoma-se, cheios de esperanças e com renovadas energias, valorizando as experiências do ano percorrido. Não subestimamos a dificuldade e alguma preocupação, mas as integramos em um projeto de vida significativo e entusiasmante, motivado por uma profunda fé em Deus e sustentado por sua graça e por sua providência. No nosso caminhar, acompanha-nos Maria de Nazaré; como Família pavoniana, queremos olhar para ela de modo particular, neste Ano mariano que iniciamos, inserido no próximo Ano da fé de toda a Igreja.

Maria, mãe do Senhor e mãe da Igreja: ”Eis-me” e “Junto”

Em Maria de Nazaré, criatura humana como cada um de nós, tudo é referido ao Filho Jesus. A sua grandeza está ligada à missão de mãe do Filho de Deus: “Eis que conceberás um filho… e será chamado Filho de Deus” (Lc 1,31.35). Em vista desta missão, o Pai celeste a plenificou de graça deste sua concepção e a favoreceu com dons particulares, ligados à missão para a qual foi escolhida.  Mas a grandeza de Maria está ainda mais na sua plena adesão ao projeto de Deus. Eis-me (Lc 1,35) é a atitude constante de Maria diante de Deus e junto a Jesus, de quem partilhou intimamente a missão em ordem à redenção do mundo. E recebeu de Jesus a missão de continuar a sua maternidade para com os membros da comunidade cristã, representados por João aos pés da cruz, quando acolheu aquelas palavras: “Mulher, eis o teu filho!” (Jo 19,26). Junto (At 1,14) é a posição de Maria no decorrer da história da Igreja, presente e junto à comunidade e a cada discípulo de Cristo, como e desde os dias de espera de Pentecostes.
A devoção do povo cristão a Maria, em 20 séculos de história, nas suas manifestações mais genuínas, foi marcada por duas expressões de Maria em Caná: “Não têm mais vinho” (Jo 2,3) e “fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). Maria está  atenta às necesidades da pessoa, é solícita aos seus pedidos e os apresenta continuamente a Jesus. E, ao mesmo tempo, convida-a a escutar Jesus, a converter-se a ele, a segui-lo e a colocá-lo no centro da própria vida. Aqui está a verdadeira devoção a Maria, em uma mistura de confiança e de escuta, de invocação e de ação: confiança nela e invocação de sua ajuda; escuta e realização das suas palavras, que remetem a Jesus.

Maria, a nossa cara mãe, na experiência do Padre Fundador

A presença de Maria na vida, na espiritualiadde e na missão do Padre Fundador foi explícita e consistente. Ela permeou os seus dias, desde a infância, ligada à veneração da Senhora da Previdência, que era grande em são Lorenço, igreja paroquial da sua família. A devoção a Maria caracterizou a sua vocação e o seu apostolado sacerdotal, tanto na experiência do oratório quanto na do Instituto; foi uma devoção que vivia e manifestava, em nível pessoal e na relação com os seus colaboradores, e que estendia e aplicava em nível educativo. Recordemos as belas expressões que aparecem na correspondência com Domingos Guccini (por ex.: que a sua [de Jesus] e a nossa cara mãe Maria nos proteja com seu manto); expressões que encontram fundamento no que padre Pavoni afirma nas Constituições (CP). Nelas, coloca no centro a recíproca relação entre maternidade e filiação: a maternidade de Maria nos faz experimentar a nossa realidade de filhos seus. Ele fala de Maria como mãe amorosa (100), como cara mãe (101), como nossa caríssima mãe (211). À maternidade de Maria corresponde o compromisso de nos mantermos verdadeiros filhos de Maria (104) e a suscitar verdadeiros filhos de Maria (266).
O que significa e o que implica ser verdadeiros filhos de Maria? Significa, segundo o Padre Fundador, obter dela (depois de Jesus) o espírito, os sentimentos e as virtudes (101). Implica em  recorrer à generosa abnegação da própria vontade (104), que consiste em despojar-se de toda vontade oposta ou não conforme à de Deus. Comporta praticar as sólidas virtudes, isto é, a abnegação da própria vontade, a pobreza, a caridade, a obediência, a humildade, a simplicidade (211). Nisto consiste o ser verdadeiros filhos de Maria, nisto consiste o viver e o promover a verdadeira devoção a Maria (101).
Em tal perspectiva, o Padre Fundador escolheu chamar os membros da sua Congregação com o nome de Filhos de Maria.

Pavonianos, ou seja, verdadeiros Filhos de Maria

A história de Congregação nos confia uma constante e sólida devoção a Maria. Podemos resumi-la, hoje, com um tríplice aspecto. O primeiro põe-nos na condição de sentir o amor materno de Maria derramado no nosso coração de filhos: amados por Deus e amados por Maria. Esta experiência é o fundamento da nossa vocação e da nossa dedicação em tempo integral a Deus e aos irmãos.
O segundo aspecto nos encoraja a invocar com confiança a intercessão de Maria para todas as nossas necessidades, sobretudo, para as da nossa vida espiritual. O terceiro aspecto pede-nos para imitar as virtudes de Maria e escutar o seu convite, que nos orienta continuamente a acolher e a cumprir a vontade de Deus. O mesmo processo diz respeito à promoção da devoção a Maria, sobretudo, na nossa missão educativa: fazer perceber o amor materno de Maria, convidar a invocá-la com confiança e a imitar a sua fé e a sua plena disponibilidade ao projeto de Deus.
Maria, então, é verdadeiramente modelo e guia para nós, seja em nível pessoal e comunitário, seja para a nossa missão, no novo Ano mariano que iniciamos e que logo nos inserirá no Ano da fé, partilhado com toda a Igreja. 

Maria guie os nossos passos e nos tenha sob o seu manto

Coloquemos, portanto, a programação do novo ano sob o manto de Maria. Peçamos-lhe poder retomar com renovado entusiasmo e com firme vontade de não nos deixarmos desanimar pelas dificuldades e de não nos deixar vencer pela inércia.
Há uma intimidade com o Senhor, a ser redescoberta e a ser cultivada cotidianamente, a fim de que toda a existência seja vivida nele e por ele, para sempre, em um caminho contínuo de conversão e de orientação para a santidade. Há uma vida fraterna a ser reavivada, centrada sobre momentos comuns de oração, participados de modo intenso e significativo, visíveis e abertos a todos que se aproximam de nós. Há uma missão a ser tornada cada vez mais incisiva, em relação às necessidades dos tempos e em força do nosso carisma, que nos pede para ajudar a todos e, em particular, os jovens nossos destinatários, não somente a encontrar trabalho, família e futuro, mas também e, sobretudo, a conhecer Cristo e a acolher o seu amor.
É o que já acenei, em outros termos, no terceiro parágrafo da carta do mês passado, à qual remeto; bem como  remeto ao primeiro anexo da carta do mês de setembro de 2011 e a um esquema geral de programação, que anexo novamente a esta carta. É preciso tê-los presentes ao estabelecer os pontos salientes da vida comunitária, para ser fiéis à Regra de Vida.
Além disso, não descuidemos também de caracterizar o Ano mariano com a distinção das festas litúrgicas de Maria, com a celebração da memória de santa Maria no sábado e com a valorização da oração do  terço, proposto de modo vivo e envolvente.
A agenda de setembro marca, para terça-feira, dia 4, um encontro de formação, em Milão, para os professores de nossas escolas na Itália e, para domingo, dia 9, o anual Meeting das Famílias do GMA, em Montagnana, caracterizado este ano pela recordaçãodo 40° aniversário de início do grupo.
De 25 a 27, teremos, em Tradate, a convocação do Conselho geral.
Maria nos ajude a valorizar o que s. Antônio de Pádua afirmou num sermão: “Infelizmente somos ricos de palavras e vazios de obras … o modo de falar aos outros de humildade, de pobreza, de paciência e de obediência, é mostrar essas virtudes presentes em nós mesmos".
A todos cheguem meus cumprimentos e meus votos no Senhor, sobretudo, aos que foram chamados, nestas semanas, a mudar de comunidade ou de atividade.
pe. Lorenzo Agosti

Tradate, 2 de setembro de 2012, XXII domingo do tempo comum.

sábado, 8 de setembro de 2012

65 anos de Vida Consagrada a Deus e aos Irmãos/ãs


Há exatamente 65 anos atrás, na Itália, o jovem Rino Questa, FMI, professava seus votos de Pobreza, Castidade e obediência, na Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada - PAVONIANOS - . Através deste ato público e com muita confiança na Graça do Senhor, entregou sua vida a Deus na dedicação aos Irmãos menos favorecidos a fim de sonhar com eles uma perspectiva melhor de futuro.  

Postamos com muita alegria uma mensagem do nosso Professor e Diretor do Colégio São José de Pouso Alegre-MG, onde por 60 anos o Ir. Rino Questa dedicou sua vida na formação humana, desportiva e cristã dos jovens daquele distinto Colégio.

Pelo dom da VIDA e da CONSAGRAÇÃO do Ir. Rino, elevamos hoje e sempre, louvores e graças ao Pai, fonte de toda vocação, pelo Filho Jesus que nos ensina o caminho de perfeição, no Espírito Santo que anima e dá coragem.

Pela graça de Deus, seu testemunho já semente fecunda que brotou no coração de todos quantos o conhecem.

Ir. Thiago Cristino, FMI
***



Querido Irmão Rino Questa,

A comunidade de Pouso Alegre, em Minas Gerais, une-se à de Brasília nesta data festiva para render graças a Deus pelos fecundos 65 anos de sua consagração religiosa na família dos Filhos de Maria Imaculada. Desse período, sabemos que 60 anos – uma vida inteira! – foram dedicados à nossa escola, ao nosso querido Colégio São José, que também neste dia, 8 de setembro, completa 113 anos de história.

Não é possível escrever uma história completa da educação no Sul de Minas sem fazer referência ao senhor, Irmão Rino, dado o seu papel decisivo na formação de sucessivas gerações de estudantes de Pouso Alegre e região. Não é possível escrever uma história do esporte em nossa cidade sem recordar seu entusiasmo e espírito de iniciativa, na criação dos Jogos Escolares de Pouso Alegre e de tantos outros eventos. Sua energia e organização, aliadas à sua elegância e discrição, são sempre tomadas como inspiração de trabalho para nós que prosseguimos sua obra no Colégio que tanto amamos.

Receba de todos nós, professores, funcionários, alunos, ex-alunos, pais de alunos, e de toda a comunidade pouso-alegrense nosso abraço mais do que agradecido ao senhor, Irmão Rino, e principalmente a Deus, que lhe concedeu o dom da vocação e o colocou como luz em nossas vidas.

Reiteramos aqui nosso convite para que também venha nos visitar!

Com carinho,

Prof. Giovanni Marques Santos
Diretor do Colégio São José – Pela comunidade de Pouso Alegre

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

''A Igreja retrocedeu 200 anos. Por que temos medo?'' A última entrevista de Martini


Uma entrevista que sem dúvida alguma nos coloca em posição de reflexão. Como Igreja necessitamos mesmo e sempre de uma conversão verdadeira e que seja capaz, por ela mesma, no testemunho, agregar todos quantos desejam ser membros deste corpo. 
O Cardeal Martini deixou muitos escritos formidáveis, valha-nos agora no céu, junto da Virgem Maria, a fim de que possamos dar seguimento em nossa caminhada terrena com sabedoria e equidade.
Irm@s, para mim uma intenção que carrego constantemente no coração é a de rezar pela Igreja, por nós! E mais  uma vez temos  uma ocasião propícia para rezarmos pela nossa conversão e santificação, a fim de que Cristo cresça e sua Palavra seja disseminada sobre toda a terra.
Com afeto,
Ir. Thiago Cristino, FMI

O padre Georg Sporschill, o coirmão jesuíta que entrevistou o cardeal emDiálogos noturnos em Jerusalém, eFederica Radice se encontraram comMartini no dia 8 de agosto: "Uma espécie de testamento espiritual. O cardeal Martini leu e aprovou o texto".

A entrevista é de Georg Sporschill eFederica Radice Fossati Confalonieri, publicada no jornal Corriere della Sera, 01-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

Como o senhor vê a situação da Igreja?


A Igreja está cansada na Europa do bem-estar e na América. A nossa cultura envelheceu, as nossas igrejas são grandes, as nossas casas religiosas estão vazias, e o aparato burocrático da Igreja aumenta, os nossos ritos e os nossos hábitos são pomposos. Essas coisas expressam o que nós somos hoje? (...)
O bem-estar pesa. Nós nos encontramos como o jovem rico que, triste, foi embora quando Jesus o chamou para fazer com que ele se tornasse seu discípulo. Eu sei que não podemos deixar tudo com facilidade. Menos ainda, porém, poderemos buscar pessoas que sejam livres e mais próximas do próximo, como foram o bispo Romero e osmártires jesuítas de El Salvador. Onde estão entre nós os nossos heróis para nos inspirar? Por nenhuma razão devemos limitá-los com os vínculos da instituição.

Quem pode ajudar a Igreja hoje?

O padre Karl Rahner usava de bom grado a imagem das brasas que se escondem sob as cinzas. Eu vejo na Igreja de hoje tantas cinzas sobre as brasas que muitas vezes me assola uma sensação de impotência. Como se pode livrar as brasas das cinzas de modo a revigorar a chama do amor? Em primeiro lugar, devemos procurar essas brasas. Onde estão as pessoas individuais cheias de generosidade como o bom samaritano? Que têm fé como o centurião romano? Que são entusiastas como João Batista? Que ousam o novo como Paulo? Que são fiéis comoMaria de Mágdala? Eu aconselho o papa e os bispos a procurar 12 pessoas fora da linha para os postos de direção. Pessoas que estejam perto dos pobres e que estejam cercadas por jovens e que experimentam coisas novas. Precisamos do confronto com pessoas que ardem, de modo que o espírito pode se difundir por toda parte.

Que instrumentos o senhor aconselha contra o cansaço da Igreja?

Eu aconselho três instrumentos muito fortes. O primeiro é a conversão: a Igreja deve reconhecer os próprios erros e deve percorrer um caminho radical de mudança, começando pelo papa e pelos bispos. Os escândalos da pedofilia nos levam a tomar um caminho de conversão. As questões sobre a sexualidade e sobre todos os temas que envolvem o corpo são um exemplo disso. Estes são importantes para todos e, às vezes, talvez, são até importantes demais. Devemos nos perguntar se as pessoas ainda ouvem os conselhos da Igreja em matéria sexual. A Igreja ainda é uma autoridade de referência nesse campo ou somente uma caricatura na mídia?

O segundo é a Palavra de Deus. O Concílio Vaticano II restituiu a Bíblia aos católicos. (...) Somente quem percebe no seu coração essa Palavra pode fazer parte daqueles que ajudarão a renovação da Igreja e saberão responder às perguntas pessoais com uma escolha justa. A Palavra de Deus é simples e busca como companheiro um coração que escute (...). Nem o clero nem o Direito eclesial podem substituir a interioridade do ser humano. Todas as regras externas, as leis, os dogmas nos foram dados para esclarecer a voz interior e para o discernimento dos espíritos.

Para quem são os sacramentos? Estes são o terceiro instrumento de cura. Os sacramentos não são uma ferramenta para a disciplina, mas sim uma ajuda para as pessoas nos momentos do caminho e nas fraquezas da vida. Levamos os sacramentos às pessoas que precisam de uma nova força? Eu penso em todos os divorciados e nos casais em segunda união, nas famílias ampliadas. Eles precisam de uma proteção especial. A Igreja sustenta a indissolubilidade do matrimônio. É uma graça quando um casamento e uma família conseguem isso (...).

A atitude que temos com relação às famílias ampliadas irá determinar a aproximação à Igreja da geração dos filhos. Uma mulher foi abandonada pelo marido e encontra um novo companheiro que cuida dela e dos seus três filhos. O segundo amor prospera. Se essa família for discriminada, não só a mãe é cortada fora, mas também os seus filhos. Se os pais se sentem fora da Igreja, ou não sentem o seu apoio, a Igreja perderá a geração futura. Antes da Comunhão, nós rezamos: "Senhor, eu não sou digno...". Nós sabemos que não somos dignos (...). O amor é graça. O amor é um dom. A questão sobre se os divorciados podem comungar deve ser invertida. Como a Igreja pode ajudar com a força dos sacramentos aqueles que têm situações familiares complexas?

O que o senhor faz pessoalmente?

A Igreja ficou 200 anos para trás. Como é possível que ela não se sacuda? Temos medo? Medo ao invés de coragem? No entanto, a fé é o fundamento da Igreja. A fé, a confiança, a coragem. Eu sou velho e doente e dependo da ajuda dos outros. As pessoas boas ao meu redor me fazem sentir o amor. Esse amor é mais forte do que o sentimento de desconfiança que às vezes eu percebo com relação à Igreja na Europa. Só o amor vence o cansaço. Deus é Amor. Eu ainda tenho uma pergunta para você: o que você pode fazer pela Igreja?

Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL - FMI - "Vem e Segue-Me" é Jesus que chama!

  • Aspirantado "Nossa Senhora do Bom Conselho": Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Orientador dos Aspirantes – Pe. Célio Alex, FMI - Colaborador: Ir. Quelion Rosa, FMI.
  • Aspirantado "Pe. Antônio Federici": Q 21, Casas 71/73 . Setor Leste. CEP 72460-210 - Gama / DF . Telefax: (61) 3385.6786. Orientador dos Aspirantes - Ir. José Roberto, FMI.
  • Comunidade Religiosa "Nossa Senhora do Bom Conselho": SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944. Pastoral Vocacional: Ir. Thiago Cristino, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Basílica de Santo Antônio: Av. Santo Antônio, 2.030 - Bairro Santo Antônio. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3223.3083 (Comunidade Religiosa Pavoniana) / (27) 3223.2160 / 3322.0703 (Basílica de Santo Antônio) . Reitor da Basílica: Pe. Roberto Camillato, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Paróquia São Sebastião: Área Especial 02, praça 02 - Setor Leste. CEP 72460-000 - Gama/DF. Tel.: (61) 34841500 . Fax: (61) 3037.6678. Pároco: Pe. Natal Battezzi, FMI. Pastoral Vocacional: Pe. José Santos Xavier, FMI.
  • Juniorado "Ir. Miguel Pagani": Rua Dias Toledo, 99 - Bairro Vila Paris. CEP 30380-670 - Belo Horizonte / MG. Tel.: (31) 3296.2648. Orientador dos Junioristas - Pe. Claudinei Ramos Pereira, FMI. ***EPAV - Equipe Provincial de Animação Vocacional - Contatos: Ir. Antônio Carlos, Pe. Célio Alex e Pe. Claudinei Pereira, p/ e-mail: vocacional@pavonianos.org.br
  • Noviciado "Maria Imaculada": Rua Bento Gonçalves, 1375 - Bairro Centro. CEP 93001-970 - São Leopoldo / RS . Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.1087. Mestre de Noviços - Pe. Renzo Flório, FMI. Pastoral Vocacional: Ir. Johnson Farias e Ir. Bruno, FMI.
  • Seminário "Bom Pastor" (Aspirantado e Postulantado): Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Orientador do Seminário - Ir. César Thiago do Carmo Alves, FMI.

Associação das Obras Pavonianas de Assistência: servindo as crianças, os surdos e os jovens!

  • Centro Comunitário "Ludovico Pavoni": Rua Barão de Castro Lima, 478 - Bairro: Real Parque - Morumbi. CEP 05685-040. Tel.: (11) 3758.4112 / 3758.9060.
  • Centro de Apoio e Integração dos Surdos (CAIS) - Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Coordenador: Luís Vicente Caixeta
  • Centro de Formação Profissional: Av. Santo Antônio, 1746. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3233.9170. Telefax: (27) 3322.5174. Coordenadora: Sra. Rosilene, Leiga Associada da Família Pavoniana
  • Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL-LP) SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944 . Diretor: Pe. José Rinaldi, FMI
  • Centro Medianeira: Rua Florêncio Câmara, 409 - Centro. CEP 93010-220 - São Leopoldo/RS. Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.2797 / 3589.6874. Diretor: Pe. Renzo Flório, FMI
  • Colégio São José: Praça Dom Otávio, 270 - Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre/MG - Caixa Postal: 149. Tel.: (35) 3423.5588 / 3423.8603 / 34238562. Fax: (35) 3422.1054. Cursinho Positivo: (35) 3423. 5229. Diretor: Prof. Giovani, Leigo Associado da Família Pavoniana
  • Escola Gráfica Profissional "Delfim Moreira" Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Diretor: Pe. Nelson Ned de Paula e Silva, FMI.
  • Obra Social "Ludovico Pavoni" - Quadra 21, Lotes 71/72 - Gama Leste/DF. CEP 72460-210. Tel.: (61) 3385.6786. Coordenador: Sra. Sueli
  • Obra Social "Ludovico Pavoni": Rua Monsenhor Umbelino, 424 - Centro. CEP 37110-000 - Elói Mendes/MG. Telefax: (35) 3264.1256 . Coordenadora: Sra. Andréia Mendes, Leiga Associada da Família Pavoniana.
  • Obra Social “Padre Agnaldo” e Pólo Educativo “Pe. Pavoni”: Rua Dias Toledo, 99 - Vila Paris. CEP 30380-670 – Belo Horizonte/MG. Tels.: (31) 3344.1800 - 3297.4962 - 0800.7270487 - Fax: (31) 3344.2373. Diretor: Pe. André Callegari, FMI.

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Bréscia, Italy
Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.