terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Coragem e a delícia de recomeçar


Conta-se que um respeitável fazendeiro de 80 anos, verdadeiro sustentáculo de tradições seculares, tinha uma única e adorável netinha de 8 anos. Homem rígido e acostumado a posições irrevogáveis (afinal, seus brancos fios de bigode sempre acobertaram uma boca que "jamais" deixou de honrar a palavra dada), entretanto se dobrava a "quase todos" os pedidos desta garotinha mimosa e catita.

Eis que entretanto, um belo dia, a linda menina, que conhecia o horror do avô por um cardápio de quiabo (embora soubesse também que ele jamais experimentara o sabor do mesmo) lhe pede para que experimente, "pelo menos uma colherzinha", daquele guisado que ela adorava e que lhe doía ver que o avô se privava.

Ao que o octogenário e respeitoso senhor lhe responde "Sabe querida? Não posso atendê-la, e você há de me compreender! Se vovô atende o seu pedido, ele corre dois riscos: o primeiro é que eu acho que isto de fato vai até me fazer mal, pois não me parece bom o sabor. O segundo é que, caso o vovô goste do sabor, ele vai ter que assumir oitenta anos de erro!"

Assim conta a história, que verdadeira ou fictícia, retrata bem o comportamento de muita gente, em todas as idades.

É óbvio que o maior risco era o segundo. A dificuldade de recomeçar em um novo caminho, se prende principalmente à necessidade, que a isto se antecipa: reconhecer que havia um engano na posição anterior.

Mudar, de fato não é fácil. Experimente fazer um novo trajeto, por exemplo, para chegar até sua casa. Um horror! As dificuldades (desconhecidas, é claro), se nos afiguram mil vezes piores do que as anteriores (do conhecido).

Enquanto isso, a vida passa.... E nós que temos um sol renascendo todos os dias no horizonte, vamos perdendo a oportunidade de fazê-lo também.

É lamentável, pois isto nos tira o valor maior da possibilidade de evolução humana, papel que ao que parece ser o fundamental da espécie. Tomemos por exemplo, o modelo de um cão: se mil vezes um ônibus passa por perto, mil vezes ele correrá atrás, num esforço inédito de alcançá-lo. O cômico é que, se entretanto o ônibus para ele sem dúvida recuará, desorientado com "o que é que ele vai fazer, com este ônibus"!

Mas isto não o impedirá de correr atrás do próximo ônibus que vier. Refazer um comportamento pela inutilidade da ação, não é de sua natureza irracional. Ora, quando insistimos num comportamento, apenas porque sempre agimos assim, nos tornamos similares ao canino.

Somos humanos e é por isto que temos o Direito (senão o dever), de crescer todos os dias! Posso deixar vícios prejudiciais, posso alterar caminhos tortuosos, posso aprender a ser melhor, todos os dias. Entretanto, só eu posso decidir por este renascer diário. É fácil entender porque qualquer tratamento para mudança de comportamento não funciona, enquanto as próprias pessoas não fizerem essa opção.

Como conseqüência, até a felicidade é fruto de nossa decisão de sermos felizes. Já notaram como existem pessoas que fazem "opção" pela infelicidade?! Têm vergonha de serem felizes! Como é que vão explicar para o mundo que sempre as viu taciturnas e mal humoradas, que agora são sorridentes e alegres?

Renascer para a alegria não significa matar a tristeza. E até isto é uma mudança que não querem enfrentar. Esse comportamento neurotizante, muitas vezes perturba também os resultados de treinamentos empresariais. Os resistentes às mudanças sempre olham com suspeita para o instrutor. Sempre fiz isto assim, por que é que agora esse cara vem dizer que de outro jeito é melhor? Vou fazer de conta que presto atenção no que ele diz (afinal a firma pagou o serviço), mas por mim tudo vai continuar como sempre, da maneira que eu já sei.

Não é de se estranhar que, muitas vezes, empregados tradicionais (inclusive no nível da cúpula das empresas, que pagou pelo serviço, só para mostrar como é aberta a mudanças, mas apenas às mudanças dos outros.....eles são perfeitos, não precisam mudar), digam que o treinamento não funcionou. Talvez o que não tenha funcionado foi a tática do treinador. Antes de iniciar qualquer conteúdo específico de treinamento, deveriam trabalhar as questões expostas nesta matéria.

Mudar não significa desconhecer os valores do passado. Significa evoluí-los. A própria trajetória da vida é um processo de mudanças. Não se trata de reinventar a roda (frase comum entre os que argumentam pelo continuísmo). A invenção da roda foi de fato, um grande marco histórico, inesquecível para a humanidade. Mas hoje, já somos capazes de "flutuar" acima dos trilhos. E em breve nem precisaremos mais de rodas, só das grandes evoluções que fizemos a partir delas.

Não perca pois a oportunidade de crescer todos os dias e de buscar o recomeço sem medos. Você verá que é esta a verdadeira delícia de se viver."


Renan Chagas
RH da Ars Tekne

Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL - FMI - "Vem e Segue-Me" é Jesus que chama!

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Associação das Obras Pavonianas de Assistência: servindo as crianças, os surdos e os jovens!

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Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.