quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Superior geral


Caríssimos irmãos e leigos da Família pavoniana,
            iniciamos um novo ano civil, quando o ano litúrgico, começado com o tempo do advento, nos faz saborear a alegria do Natal do Senhor. A experiência do “Deus conosco” marcou a história do mundo, resgatou-a da desorientação e da ruína, deu-lhe um sentido novo.
            Luz e trevas, mal e bem se misturam ainda entre eles, mas a humanidade possui a certeza de que Deus não a abandona, por que está conosco, mergulhou na nossa realidade, a ama e a guia rumo a um futuro pleno de esperança. Esta certeza diz respeito a cada um de nós que, enquanto manifesta gratidão contínua a Deus, nos empenha em uma resposta de correspondência ao seu a amor.  
            O mistério da encarnação marca a nossa vida de seres humanos, de cristãos, de consagrados, de pavonianos. Este mistério de amor “nos faz compreender que nossa única resposta adequada é entrar no dinamismo da filiação perfeita, consagrando-nos diretamente a Deus e ao próximo” (RV 27). À luz da nossa Regra de Vida e do Documento capitular, o qual estamos aprofundando e realizando neste primeiro triênio, podemos traduzir tal exigência em uma tríplice expressão: estar com o Senhor, estar com os irmãos, estar com os jovens e os pobres.  Esta é a substância da vida religiosa pavoniana.

Estar com o Senhor

            Se Deus está conosco, se está em nós, antes de tudo, não podemos senão procurar conservar em nós a sua presença, viver unidos a ele “como ramos unidos à videira” (cf. Jo 15, 1-11). A vida de fé não é tão somente uma experiência na qual somos chamados a crer em verdades e a realizar obras. Essa consiste, antes de tudo, numa relação que envolve o nosso ser: é a nossa relação com o Senhor, que vive em nós. A teologia cristã, à luz da revelação, fala da graça de Deus (Deus Trindade) em nós. Recebemos esta graça no batismo, a revivemos ou recuperamos com o sacramento da reconciliação (cf. RV 57), a alimentamos com a eucaristia e os sacramentos, com a escuta da Palavra de Deus e com a oração; a manifestamos e reforçamos com a vivência do mandamento do amor.
            É necessário acentuar, colocar à luz, trazer para o centro da nossa atenção e experiência esta dimensão da vida de fé. Como cristãos e como consagrados não somos, em primeiro lugar, realizadores do bem, mas experimentadores e testemunhas de Deus e da sua graça. O nosso primeiro e essencial empenho é viver na graça de Deus, é cultivar uma relação profunda e pessoal com Ele, é viver no seu amor e na sua amizade.
            Portanto, é necessário buscar na nossa jornada e em cada semana momentos de recolhimento para dar espaço a esta dimensão e para lhe dar consistência, de modo que, depois, toda nossa vida e as nossas ações se tornem manifestação e expressão desta relação. Afirma um mestre de espírito do nosso tempo “Sem a solidão é praticamente impossível viver uma vida espiritual”. Sem dar espaço a experiências de “deserto”, é impossível tomarmos consciência desta dimensão, recuperá-la, cultivá-la, torná-la centro e motor da existência. E somente estando unidos a Cristo, como os ramos à videira, a nossa vida se torna fecunda de bem, pode dar muito fruto, como ele disse (cf. Jo 15, 4-5).  

Estar com os irmãos

            É Cristo quem nos permite viver a fraternidade. Os valores humanos, as considerações humanas, somente a nossa inteligência, o nosso coração e a nossa vontade não são suficientes para amar os irmãos como a nós mesmos ou, ainda mais, como Cristo nos amou. É ele que nos dá a possibilidade de acolher o outro como irmão, de amá-lo assim como ele é, doar-nos a ele, partilhar com ele a nossa vida na comunhão de um mesmo ideal. “Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o amor de Deus é perfeito em nós… Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1 Jo 4, 12.19). Se vemos Cristo no irmão, em cada irmão assim como é, estamos na lógica do evangelho e podemos viver em comunidade e construir fraternidade. Esta é a revolução cristã.  Mas quanto esforço exige, quanto esvaziamento de si!
            Contudo, é aqui que descobrimos a alegria e a riqueza desta trajetória e desta perspectiva. Trata-se do esforço para um esvaziamento de tudo que em nós pertence ao ”homem velho” para revestir o ”homem novo” (Ef 4, 22.24). É a trajetória à qual exorta s. Paulo, para chegar a caminhar “na caridade, do mesmo modo que Cristo nos amou e deu a si mesmo por nós” (Ef 5, 2). “Afastem de vós – ele afirma – toda aspereza, desdém, ira, gritaria, insulto e todo tipo de maldade. Sede bons e compreensivos uns com os outros, perdoando-vos mutuamente assim como Deus vos perdoou em Cristo” (Ef 4, 31-32).
            São as bases para viver o amor fraterno, aquele amor de consagrados, descrito em um parágrafo da nossa Regra (RV 128-131), introduzido pela bela e exigente expressão do Padre Fundador: “Requer-se, por isso, que em todos transpire aquele ar de santo afeto, que atrai o Senhor à Família religiosa e nela o detém” (CP 75). È a condição para nos sentirmos família no Senhor. Cultivemos o nosso ser “família religiosa” como indica padre Pavoni. Estejamos de boa vontade com os irmãos em todos os momentos e nas maneiras que expressam e constroem a comunhão de vida, da qual somos, por vocação (e, na realidade, devemos nos tornar sempre mais) sinal e testemunho na Igreja.

Estar com os jovens e os pobres
            Estamos com os irmãos, para nos colocarmos com eles a serviço dos jovens e dos pobres. É a nossa missão. È o que já fazemos. Mas, ao mesmo tempo, é o que somos chamados a renovar, na fidelidade ao nosso carisma e tendo presentes as exigências dos tempos e dos lugares em que vivemos. “Comunidade unida com os leigos para a missão” é a fotografia que identifica nossas comunidades. É o programa que assumimos avaliar e realizar hoje: para que as atividades apostólicas, educativas e pastorais que estamos realizando, manifestem de modo transparente e autêntico o nosso carisma; e para que saibamos perceber novas maneiras de expressão do carisma, assumindo, quanto possível, as urgências que nos interpelam.
            Para isto é imprescindível partilhar com os leigos colaboradores uma sensibilidade comum, que parta de uma atenção e de uma preocupação com as necessidades mais imperiosas dos jovens, com respostas que conjuguem necessariamente “evangelização e promoção humana” (cf. Doc. cap. 1.2). Trata-se de “reapropriarmo-nos do nosso carisma” (ibidem); um processo que parte das motivações de fé, que implica paixão educativa, exige dedicação concreta e capacidade de colaboração, que leva a encontrar modos para “estar com os jovens” (ibidem) e com os pobres. O “estar com” eles, nos leva a “recuperar o frescor das origens” (ibidem) e a tornar eficaz a ação educativa, orientada para uma “formação integral” da pessoa.
            Em vista da Consulta geral que haverá no próximo mês de maio, na metade do sexênio em andamento, estaremos todos envolvidos em um processo de avaliação sobre o conhecimento e sobre a realização do Documento capitular. Uma avaliação que visa dar-lhe um renovado impulso, a fim de que seja efetivamente uma referência para a nossa vida e para a nossa ação. Invoquemos o Padre Fundador para que acompanhe e abençoe este tempo de discernimento comunitário.

Janeiro 2011

Do dia 11 ao dia 13, teremos, em Tradate, a reunião do Conselho geral.
No Brasil, de 17 a 21, será organizada uma semana de estudo para os formadores. Em 2011, celebram-se os 70 anos da nossa presença nesta nação. O aniversário será recordado com várias iniciativas.
Em Lonigo, nos dias 21 e 22, reunir-se-ão os superiores e os vice-superiores de comunidade.  
No dia 25, partirei para a visita à comunidade das Filipinas.
Em Madrid, de 28 a 30, está prevista a reunião dos jovens responsáveis de preparar a nossa participação na Jornada Mundial da Juventude, que será em agosto, na capital espanhola.
Domingo, dia 30, se celebrará, na Itália, a primeira “Jornada da missão pavoniana”. Esta iniciativa será, depois, celebrada também na Espanha e no Brasil, no âmbito de uma semana anual de sensibilização pavoniana. Cada Província fornecerá indicações e subsídios para a sua preparação.
No início do novo ano civil, invocamos sobre cada um de nós e sobre o mundo a bênção de Deus, com as palavras da Sagrada Escritura: “O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor te mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de ti. O Senhor te mostre seu rosto e te conceda a paz” (Nm 6, 24-26). Maria, a Mãe de Deus, nos socorra nas nossas necessidades, enquanto nos lembra, como em Caná, o nosso empenho fundamental diante de Jesus: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Bom 2011!
pe. Lorenzo Agosti

Tradate, 1° de janeiro de 2011, solenidade de Maria Ssma. Mãe de Deus, Dia Mundial da Paz.

Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL - FMI - "Vem e Segue-Me" é Jesus que chama!

  • Aspirantado "Nossa Senhora do Bom Conselho": Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Orientador dos Aspirantes – Pe. Célio Alex, FMI - Colaborador: Ir. Quelion Rosa, FMI.
  • Aspirantado "Pe. Antônio Federici": Q 21, Casas 71/73 . Setor Leste. CEP 72460-210 - Gama / DF . Telefax: (61) 3385.6786. Orientador dos Aspirantes - Ir. José Roberto, FMI.
  • Comunidade Religiosa "Nossa Senhora do Bom Conselho": SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944. Pastoral Vocacional: Ir. Thiago Cristino, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Basílica de Santo Antônio: Av. Santo Antônio, 2.030 - Bairro Santo Antônio. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3223.3083 (Comunidade Religiosa Pavoniana) / (27) 3223.2160 / 3322.0703 (Basílica de Santo Antônio) . Reitor da Basílica: Pe. Roberto Camillato, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Paróquia São Sebastião: Área Especial 02, praça 02 - Setor Leste. CEP 72460-000 - Gama/DF. Tel.: (61) 34841500 . Fax: (61) 3037.6678. Pároco: Pe. Natal Battezzi, FMI. Pastoral Vocacional: Pe. José Santos Xavier, FMI.
  • Juniorado "Ir. Miguel Pagani": Rua Dias Toledo, 99 - Bairro Vila Paris. CEP 30380-670 - Belo Horizonte / MG. Tel.: (31) 3296.2648. Orientador dos Junioristas - Pe. Claudinei Ramos Pereira, FMI. ***EPAV - Equipe Provincial de Animação Vocacional - Contatos: Ir. Antônio Carlos, Pe. Célio Alex e Pe. Claudinei Pereira, p/ e-mail: vocacional@pavonianos.org.br
  • Noviciado "Maria Imaculada": Rua Bento Gonçalves, 1375 - Bairro Centro. CEP 93001-970 - São Leopoldo / RS . Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.1087. Mestre de Noviços - Pe. Renzo Flório, FMI. Pastoral Vocacional: Ir. Johnson Farias e Ir. Bruno, FMI.
  • Seminário "Bom Pastor" (Aspirantado e Postulantado): Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Orientador do Seminário - Ir. César Thiago do Carmo Alves, FMI.

Associação das Obras Pavonianas de Assistência: servindo as crianças, os surdos e os jovens!

  • Centro Comunitário "Ludovico Pavoni": Rua Barão de Castro Lima, 478 - Bairro: Real Parque - Morumbi. CEP 05685-040. Tel.: (11) 3758.4112 / 3758.9060.
  • Centro de Apoio e Integração dos Surdos (CAIS) - Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Coordenador: Luís Vicente Caixeta
  • Centro de Formação Profissional: Av. Santo Antônio, 1746. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3233.9170. Telefax: (27) 3322.5174. Coordenadora: Sra. Rosilene, Leiga Associada da Família Pavoniana
  • Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL-LP) SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944 . Diretor: Pe. José Rinaldi, FMI
  • Centro Medianeira: Rua Florêncio Câmara, 409 - Centro. CEP 93010-220 - São Leopoldo/RS. Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.2797 / 3589.6874. Diretor: Pe. Renzo Flório, FMI
  • Colégio São José: Praça Dom Otávio, 270 - Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre/MG - Caixa Postal: 149. Tel.: (35) 3423.5588 / 3423.8603 / 34238562. Fax: (35) 3422.1054. Cursinho Positivo: (35) 3423. 5229. Diretor: Prof. Giovani, Leigo Associado da Família Pavoniana
  • Escola Gráfica Profissional "Delfim Moreira" Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Diretor: Pe. Nelson Ned de Paula e Silva, FMI.
  • Obra Social "Ludovico Pavoni" - Quadra 21, Lotes 71/72 - Gama Leste/DF. CEP 72460-210. Tel.: (61) 3385.6786. Coordenador: Sra. Sueli
  • Obra Social "Ludovico Pavoni": Rua Monsenhor Umbelino, 424 - Centro. CEP 37110-000 - Elói Mendes/MG. Telefax: (35) 3264.1256 . Coordenadora: Sra. Andréia Mendes, Leiga Associada da Família Pavoniana.
  • Obra Social “Padre Agnaldo” e Pólo Educativo “Pe. Pavoni”: Rua Dias Toledo, 99 - Vila Paris. CEP 30380-670 – Belo Horizonte/MG. Tels.: (31) 3344.1800 - 3297.4962 - 0800.7270487 - Fax: (31) 3344.2373. Diretor: Pe. André Callegari, FMI.

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Quem sou eu?

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Bréscia, Italy
Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.