segunda-feira, 23 de junho de 2008

Com Pavoni, discípulo e missionário de Jesus Cristo, para que nossos povos Nele tenham vida!


A V Conferência do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, realizada em maio de 2007, em Aparecida, interior de São Paulo, convoca-nos a ouvir os clamores dos nossos povos e a estar a serviço da vida em plenitude para todos, como discípulos e missionários de Jesus Cristo, na Igreja-sacramento do Reino.
Hoje, são muitos os clamores
São clamores que vêm das vítimas de uma globalização sem solidariedade: indígenas e afro-americanos; mulheres excluídas; jovens sem oportunidades de estudo e trabalho; pobres, desempregados, subempregados, migrantes, sem terra, sobreviventes; meninos e meninas prostituídos e objetos do turismo sexual; crianças vítimas do aborto; homens e mulheres que vivem na miséria e passam fome; dependentes de drogas, pessoas com deficiência, com enfremidades graves; protadores do HIV – AIDS; sequestrados e vítimas da violência, do terrorismo, de conflitos armados e da nsegurança urbana; anciãos rejeitados e presos; os chamados sobrantes e descartáveis (cf. DA, 65).
São os clamores de muitos que, apesar do esforço pastoral da Igreja, estão perdendo o sentido transparente de suas vidas, abandonam as práticas religiosas e a Igreja; encontram-se com uma fé fraca, individualista, superficial, infantil, alienada, sem convicção. São apelos de outros que, no processo de amadurecimento da fé, necessitam de formação mais sólida; apelos dos que, buscando viver a fé, têm ânsia de comunidades eclesiais mais vivas, mais adultase de maior apoio nas suas opções em meio aos embates do mundo (cf DA, 33, 391-398).
Ludovico Pavoni: discípulo e missionário no seu tempo
Itália... findar do século XVIII e despontar do século XIX, virada de época marcada por tantas guerras, ideologias, conflitos civis e religiosos... “Calamitosos tempos de revolução”, “crises terríveis”, “tempos traidores” (Cartas de Ludovico Pavoni).
Neste contexto, o jovem Ludovico, de família nobre e conceituada, “por um desígnio do céu” (CP 14), deixa a tranqilidade da casa paterna, a fim de se dedicar completamente ao que intuíra “como uma das urgentes necessidades de seu tempo: a educação da juvetude pobre a quem procurou dar uma resposta adequada, através de um Instituto de educação e instrução profissional” (Bertoldi, 400). Ludovico ouviu o clamor dos pequenos e neles encontrou o próprio Cristo.
Pavonianos a serviço da vida, recomeçando pelos últimos
Ludovico Pavoni orgulhava-se de ter gerado uma “Congregação de pobrezinhos”, “para os filhos do povo simples e pobre que se envergonhavam de comparecer, maltrapilhos e esfarrapados, às devotas reuniões dos jovens ricos”. Queria possibilitar-lhes uma vida digna como cidadãos e como cristãos.
Os Pavonianos, os Filhos de Maria Imaculada, são pavonianos para os jovens, sobretudo os mais pobres, aqueles aos quais ninguém oferece perspectivas de futuro, considerando-os como sua família (cf Documento Capitular, 57). Em todo lugar, e de modo especial em terras latino-americanas e caribenhas, querem recomeçar pelos últimos e partilhar com eles extraordinária realidade restauradora e inclusiva que é o Reino.
Religiosos e Leigos da Família Pavoniana, em sintonia com o Documento de Aparecida, contam com a força do Espírito Santo para continuarem ouvindo os clamores dos nossos povos.
Nas paróquias, nos colégios, nas ecolas profissionalizantes, em mini-projetos, com os surdos, com os dependentes de drogas, querem anunciar Jesus Cristo, mostrando assim que “uma nova spciedade fundada em Cristo é possível” (DA, 224).
Marlene Maria Silva é integrante da equipe responsável pela catequese na Arquidiocese de Pouso Alegre (MG) e assessora encontros pelo país.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A Cristocentricidade do carisma pavoniano

Amados irmãos e irmãs da Família Pavoniana,

Na expectativa das novas inspirações que o Espírito Santo suscitará no próximo Capítulo Geral, não podemos esquecer um legado que o 37º CG nos deixou: A Cristocentricidade do carisma pavoniano, como base da espiritualidade, da comunhão e da missão. Porém, é importante focar que ser pavoniano não é simplesmente aceitar uma doutrina e algumas normas. Que a exemplo do Pe. Pavoni - é um imperativo da nossa fé - pautemos nossa vida segundo os ensinamentos de Cristo, tornando-nos semelhantes a Ele.

Para nossa reflexão pontuarei algumas características que são fundamentais para que o nosso “seguir as pegadas do nosso Divino Mestre”, seja mais autêntico.

- Seguimento como dom: o Verbo Encarnado entra em nossa história, assume nossa fraqueza, e convida-nos a condividir sua missão: “Vinde em meu seguimento, e eu vos farei pescadores de homens” (Mc 1,17). O doce e suave convite de Jesus precisa exercer um fascínio irresistível em nossa consciência e em nosso coração.

- Comunhão vital com Jesus: não reduzir o seguimento a uma relação Mestre/Discípulo, ou seja, alguém que ensina e outro que aprende. É necessário participar de sua vida, de suas atividades e com Ele anunciar o Reino.

- O seguimento é permanente: o seguimento de Jesus não pode ser por tempo limitado. Embora ele seja dado no tempo, ele tem uma dimensão de eternidade.

- Exigências do seguimento: viver a fé de forma autêntica exige renúncias radicais a tudo aquilo que contradiz esta opção e uma total disponibilidade para o serviço do Reino.

Poderíamos ainda elencar outros tópicos importantes, mas quero concluir esta reflexão afirmando que se quisermos vivenciar a experiência carismática do Pe. Ludovico Pavoni faz-se necessário que nossa vida seja resposta ao chamado de Cristo, deixando-nos entrar na dinâmica do Bom Samaritano (Lc 10, 29-37), tornando-nos próximos dos que sofrem, especialmente das crianças, dos jovens e dos surdos, vitimados pelo sistema social que se opõe ao Reino.

Pe. Ivanilson Mendes, FMI,

Assistente Espiritual da Família Pavoniana do Brasil

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Das Filipinas para o Brasil: Mensagem aos membros da Família Pavoniana

Quezon City/Filipinas, 20 de maio de 2008.

Caridade, Fé e Esperança...

Esperar contra toda esperança (Abraão); começar a construir justo quando os recursos são escassos ou inexistentes (Pavoni); pela esperança somos salvos (Bento XVI)... Esses são os ares que têm ventilado nossa fé. Quando o último Capítulo Geral optou por uma fundação na Ásia, certamente não foi motivado por excesso de contingente ou qualquer outra condição vantajosa. Ao contrário, essa decisão e as escolhas que dela derivaram bateram de frente com alguns questionamentos que apontavam para riscos a serem considerados. Sem que cumpríssemos a adequada preparação, viemos. Mas conosco vieram também algumas dificuldades e outras nos esperavam aqui. Inevitavelmente tantos momentos difíceis se interpuseram. Não obstante, a graça tem triunfado. Destarte nem a doença ou dificuldade de adaptação, conflitos ou abandono nos separaram do amor de Deus. Algumas vezes sucumbimos. São fortes os ventos que vêm desse tal Pacífico! Todavia, não soçobramos.

Timidamente despontam-se razões de esperança. Por vezes discretas como fio de nylon, mirrado como rebento em estio. Seria também pleno de vida como recém-nascido? Inquebrantável como a chama do Espírito? Duradouro como o amor que nos chamou à vida?

Sustentados quase que exclusivamente pela esperança, no início de Março tomamos uma casa de aluguel e começamos a estruturar nossa vivência comunitária, bem como o serviço de animação vocacional e a formação para a vida religiosa pavoniana. Somos conscientes de que, por sermos estrangeiros, não temos muita chance de concretizar diretamente o carisma pavoniano junto aos pobres mais pobres. Os obstáculos da língua e cultura se impõem pesadamente. Acreditamos e optamos por começar a formar um grupo de religiosos filipinos que ulteriormente protagonizarão a efetivação desse ideal carismático.

Devido à ausência de uma estrutura própria e relações facilitadoras, não conseguimos ainda muito resultado. Temos projeção de iniciar o ano (o ano letivo aqui começa em junho) com um grupo de 3 rapazes, dois dos quais já estão convivendo conosco e estão inseridos na pastoral paroquial num bairro de periferia.

Caro leigo (a), irmão e irmã que partilha conosco o ideal pavoniano, renovemos nossa esperança e supliquemos ao Senhor que, por ela, possa sempre produzir em nós frutos de salvação. Obrigado pela oração e carinho que nos acompanha e sustenta nessa trajetória. Que o Deus da esperança anime também a caminhada de vocês no compromisso em favor do jovem empobrecido.

Pe. Odair Gonçalves Novais, FMI,

Missionário Pavoniano da Província Brasileira nas Filipinas.

Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL - FMI - "Vem e Segue-Me" é Jesus que chama!

  • Aspirantado "Nossa Senhora do Bom Conselho": Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Orientador dos Aspirantes – Pe. Célio Alex, FMI - Colaborador: Ir. Quelion Rosa, FMI.
  • Aspirantado "Pe. Antônio Federici": Q 21, Casas 71/73 . Setor Leste. CEP 72460-210 - Gama / DF . Telefax: (61) 3385.6786. Orientador dos Aspirantes - Ir. José Roberto, FMI.
  • Comunidade Religiosa "Nossa Senhora do Bom Conselho": SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944. Pastoral Vocacional: Ir. Thiago Cristino, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Basílica de Santo Antônio: Av. Santo Antônio, 2.030 - Bairro Santo Antônio. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3223.3083 (Comunidade Religiosa Pavoniana) / (27) 3223.2160 / 3322.0703 (Basílica de Santo Antônio) . Reitor da Basílica: Pe. Roberto Camillato, FMI.
  • Comunidade Religiosa da Paróquia São Sebastião: Área Especial 02, praça 02 - Setor Leste. CEP 72460-000 - Gama/DF. Tel.: (61) 34841500 . Fax: (61) 3037.6678. Pároco: Pe. Natal Battezzi, FMI. Pastoral Vocacional: Pe. José Santos Xavier, FMI.
  • Juniorado "Ir. Miguel Pagani": Rua Dias Toledo, 99 - Bairro Vila Paris. CEP 30380-670 - Belo Horizonte / MG. Tel.: (31) 3296.2648. Orientador dos Junioristas - Pe. Claudinei Ramos Pereira, FMI. ***EPAV - Equipe Provincial de Animação Vocacional - Contatos: Ir. Antônio Carlos, Pe. Célio Alex e Pe. Claudinei Pereira, p/ e-mail: vocacional@pavonianos.org.br
  • Noviciado "Maria Imaculada": Rua Bento Gonçalves, 1375 - Bairro Centro. CEP 93001-970 - São Leopoldo / RS . Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.1087. Mestre de Noviços - Pe. Renzo Flório, FMI. Pastoral Vocacional: Ir. Johnson Farias e Ir. Bruno, FMI.
  • Seminário "Bom Pastor" (Aspirantado e Postulantado): Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Orientador do Seminário - Ir. César Thiago do Carmo Alves, FMI.

Associação das Obras Pavonianas de Assistência: servindo as crianças, os surdos e os jovens!

  • Centro Comunitário "Ludovico Pavoni": Rua Barão de Castro Lima, 478 - Bairro: Real Parque - Morumbi. CEP 05685-040. Tel.: (11) 3758.4112 / 3758.9060.
  • Centro de Apoio e Integração dos Surdos (CAIS) - Rua Pe. Pavoni, 294 - Bairro Rosário . CEP 38701-002 Patos de Minas / MG . Tel.: (34) 3822.3890. Coordenador: Luís Vicente Caixeta
  • Centro de Formação Profissional: Av. Santo Antônio, 1746. CEP 29025-000 - Vitória/ES. Tel.: (27) 3233.9170. Telefax: (27) 3322.5174. Coordenadora: Sra. Rosilene, Leiga Associada da Família Pavoniana
  • Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL-LP) SGAN Av. W5 909, Módulo "B" - Asa Norte. CEP 70790-090 - Brasília/DF. Tel.: (61) 3349.9944 . Diretor: Pe. José Rinaldi, FMI
  • Centro Medianeira: Rua Florêncio Câmara, 409 - Centro. CEP 93010-220 - São Leopoldo/RS. Caixa Postal: 172. Tel.: (51) 3037.2797 / 3589.6874. Diretor: Pe. Renzo Flório, FMI
  • Colégio São José: Praça Dom Otávio, 270 - Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre/MG - Caixa Postal: 149. Tel.: (35) 3423.5588 / 3423.8603 / 34238562. Fax: (35) 3422.1054. Cursinho Positivo: (35) 3423. 5229. Diretor: Prof. Giovani, Leigo Associado da Família Pavoniana
  • Escola Gráfica Profissional "Delfim Moreira" Rua Monsenhor José Paulino, 371 - Bairro Centro. CEP 37550-000 - Pouso Alegre / MG . Caixa Postal: 217. Tel: (35) 3425.1196 . Diretor: Pe. Nelson Ned de Paula e Silva, FMI.
  • Obra Social "Ludovico Pavoni" - Quadra 21, Lotes 71/72 - Gama Leste/DF. CEP 72460-210. Tel.: (61) 3385.6786. Coordenador: Sra. Sueli
  • Obra Social "Ludovico Pavoni": Rua Monsenhor Umbelino, 424 - Centro. CEP 37110-000 - Elói Mendes/MG. Telefax: (35) 3264.1256 . Coordenadora: Sra. Andréia Mendes, Leiga Associada da Família Pavoniana.
  • Obra Social “Padre Agnaldo” e Pólo Educativo “Pe. Pavoni”: Rua Dias Toledo, 99 - Vila Paris. CEP 30380-670 – Belo Horizonte/MG. Tels.: (31) 3344.1800 - 3297.4962 - 0800.7270487 - Fax: (31) 3344.2373. Diretor: Pe. André Callegari, FMI.

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Quem sou eu?

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Bréscia, Italy
Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.