quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Superior geral

Pe. Lorenzo Agosti, Superior geral dos Pavonianos
Caríssimos irmãos e leigos da Família pavoniana,

“Tendo presente o grande número de testemunhas, deixemos de lado tudo que nos atrapalha e o pecado que se agarra em nós. corramos com perseverança na corrida, mantendo os olhos fixos em Jesus.” (Hb 12, 1-2) . Estas palavras da Carta aos Hebreus, que hoje a liturgia eucarística nos propõe, ressoam para mim de modo bem significativo, enquanto me encontro com os nossos irmãos das Filipinas. Estas palavras são um convite urgente em quatro direções.


De olhos fixos em Jesus

Pede-se, antes de tudo, que tomemos consciência de que estamos rodeados por tantas testemunhas da fé. Quantos irmãos, ontem e hoje, deram sua vida por amor a Jesus Cristo! Deixaram tudo para seguir o chamado do Senhor e para se dedicarem ao anúncio do Evangelho e ao serviço dos irmãos, sobretudo dos jovens e dos mais pobres. Quanta gratidão para com eles sentimos no coração e quantos estímulos brotam do seu exemplo para a nossa vida!

Além disso, estas palavras são uma admoestação para nos livrarmos dos estorvos que bloqueiam nossos desejos de bem e para lutar contra o pecado. Quantas ações boas poderíamos realizar e, pelo contrário, nos deixamos condicionar, muitas vezes, por nossos medos, pelo egoísmo, pela indiferença, pelos preconceitos; sem falar das concessões ao pecado que nos afasta da fonte da graça de Deus, sem a qual nada podemos fazer (cf. Jo 15, 5)!

Estas palavras nos convidam, portanto, a sermos perseverantes na fidelidade à nossa vocação e aos nossos compromissos, a não nos desanimar nas dificuldades e nas provas, a não ter medo do “para sempre”, a não esmorecer na constância que nos é exigida pelos compromissos que assumimos com liberdade e confiando no apoio de Deus. Ao contrário, somos estimulados a correr, isto é, a nos desdobrar com afinco, rumo ao ideal que abraçamos. Não basta caminhar, talvez, cansativamente e sem entusiasmo. Somos chamados a viver com paixão e com entusiasmo os nossos compromissos e a concretizar os nossos ideais “com todo o coração e com todas as forças” (cf. Lc 10, 27).

“Mantendo os olhos fixos em Jesus”: é ele o principal ponto de referência, o ideal da vida, o fundamento da nossa fé, o motivo da nossa dedicação. É por tê-lo encontrado, por termos feito a experiência do seu perdão e do seu amor, por termos sidos olhados com o seu olhar de bondade e chamados por ele pelo nome, é que nós o seguimos e dedicamos a nossa vida a ele e aos irmãos, sob o exemplo do beato Padre Fundador.

Uma decidida “revolução copernicana”: a comunidade religiosa no centro

Com estes pontos de referência podemos enfrentar de modo válido e eficaz também o trabalho de preparação para a próxima Consulta geral da metade do sexênio. O questionário que nos é proposto não significa uma inútil e aborrecida perda de tempo e de energias, mas uma preciosa ocasião para verificar a nossa correspondência, pessoal e comunitária, ao projeto de Deus. O Documento capitular, desde o título, indica-nos como corresponder hoje ao projeto de Deus: “Fortes da fortaleza de Deus” (CP 69) demos futuro à missão pavoniana.

O futuro da Congregação depende, sim, da providência de Deus, mas depende também de nós.

Na medida em que nos revestimos da força de Deus, tornamo-nos capazes de consolidar as bases para um futuro significativo e cheio de esperança.

Na terceira parte do Relatório para o Capítulo geral, assim eu dizia: «Dar futuro à missão pavoniana é o ponto focal do nosso Capítulo geral. Mas quem é o sujeito desta operação? Quem é o sujeito da missão? É a Congregação no seu conjunto e, concretamente, é a comunidade, a comunidade religiosa. É a comunidade religiosa o sujeito da missão…

Acredito que o ponto nodal que pode desbloquear muitos aspectos de incerteza e de fragilidade do nosso presente e que pode dar novo impulso ao nosso futuro seja justamente este: dar um lugar central e determinante à comunidade religiosa. Em torno da recuperação desta centralidade também todas as outras dimensões da nossa vida podem encontrar o seu sentido, a sua consistência e o seu impulso (inclusive o papel dos leigos e a perspectiva da Família pavoniana)…

Em primeiro lugar, nós, religiosos, somos chamados a mudar ou a rever a nossa mentalidade. Quando somos destinados para uma comunidade, nos é confiado um trabalho a ser desenvolvido, mas, antes de tudo, somos chamados a viver na comunidade, a nos sentir parte da comunidade, a fazer comunidade, a construir a comunidade, a testemunhar, como comunidade, o amor de Cristo pelos pequenos.

Certamente o nosso ser comunidade é para a missão; mas devemos ser para a missão enquanto comunidade. Somos nós religiosos, em primeiro lugar, que nos devemos perceber como comunidade, que devemos colocar no centro de tudo a comunidade, que não devemos pensar e agir individualmente…

Se nos percebermos como comunidade, se colocarmos no centro de tudo a comunidade, este passo permitirá que nossos colaboradores e os destinatários da nossa missão nos percebam como comunidade, como comunidade religiosa, como comunidade religiosa pavoniana; em síntese, como verdadeira família, reunida em nome do Senhor e no nome do Padre Fundador.

E isto, hoje, se torna muito importante, aliás, essencial para a irradiação do nosso carisma e para a eficácia da nossa missão. Não visamos, com isso, que a comunidade se desdobre sobre si mesma, mas que se concentre para se expandir com mais força.

É claro que tudo isto exige e traz uma mudança de mentalidade e se realiza por meio de passos concretos, seja dentro de nós, seja externamente» (veja 3.2 Uma decidida “revolução…)”.

O Documento capitular, junto com as motivações de fundo, oferece indicações práticas sobre como dar consistência à comunidade religiosa, sobre “como tornar visível e crível a comunhão-corresponsabilidade na missão pavoniana”. Neste contexto acentua: “Estamos convencidos de que, hoje, uma das prioridades consiste em sermos percebidos como irmãos unidos na missão” (3).

Com o Questionário somos chamados a nos perguntar quais passos demos nesta direção. A avaliação se torna, ao mesmo tempo, um estímulo para proceder com maior convicção e determinação na concretização do quanto “o Pai nos pede por meio dos sinais e dos mediadores da sua vontade que ele mesmo nos apresenta” (RV 91). A paixão pelo Senhor e pelos jovens nos guia e nos motiva. Nestes tempos complexos e problemáticos para o futuro deles, pretendemos estar próximos dos jovens com o mesmo coração do padre Pavoni e confiamos na sua contínua intercessão.

11 de fevereiro

Em vista da memória da B. V. Maria de Lourdes, 11 de fevereiro, intensificaremos nossa oração para obter a canonização do nosso beato Padre Fundador. Naquele dia, em 1908, iniciou-se o processo para a causa da sua beatificação, ocorrida em 14 de abril de 2002. Depois daquela data, foram apontados vários casos de curas, obtidas por intercessão de padre Pavoni. Esperamos que entre estas, ou entre outras que possam acontecer proximamente, se possa logo documentar o milagre necessário para a sua canonização.

O dia 11 de fevereiro é também o Dia Mundial do Doente. Que esta celebração anual nos torne sempre mais sensíveis em estar próximos dos “irmãos enfermos e/ou idosos” (RV 140).

Neste mês de fevereiro, depois das Filipinas, prosseguirei a visita a outras comunidades da Congregação, iniciando pelas da Itália. Aqui, em Lonigo, nos dias 19 e 20, haverá o encontro anual da Família pavoniana.

Na véspera da festa da Apresentação do Senhor (02 de fevereiro), Dia Mundial da Vida Consagrada, demos graças a Deus pelo dom da nossa vocação e invoquemo-lo para que guie a todos “nos caminhos do bem” e infunda “no nosso espírito o esplendor da sua santidade”.

Chegue a todos uma cordial saudação, inclusive da parte do pe. Gildo e dos irmãos e aspirantes da comunidade filipina.

pe. Lorenzo Agosti
Manila - Filipinas, 1° de fevereiro de 2011.



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Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

SERVIÇO DE ANIMAÇÃO VOCACIONAL - FMI - "Vem e Segue-Me" é Jesus que chama!

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Associação das Obras Pavonianas de Assistência: servindo as crianças, os surdos e os jovens!

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Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.