sexta-feira, 16 de novembro de 2012


Os hindus celebram, no dia 13 de novembro, a Festa de Deepavali, que é uma celebração religiosa conhecida também como o festival das luzes. Durante o Deepavali as pessoas estreiam roupas novas, dividem doces e lançam fogos de artifício. Este festival celebra, entre outras histórias, a destruição de Narakasura por Sri Krishna, o que converte o Deepavali num evento religioso que simboliza a destruição das forças do mal.
Como de costume, todos os anos as Comissões Episcopais Pastorais para o Diálogo Inter-religioso das Conferências Episcopais de todo o mundo divulgam uma mensagem, escrita pelo presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, parabenizando os hindus pela festividade.
Leia abaixo a íntegra da mensagem para a Festa de Deepavali 2012:
Mensagem do Conselho Pontifício para o diálogo inter-religioso para a Festa de Deepavali 2012
Mensagem para a Festa de Deepavali – 2012
Caros amigos Hindus,
O Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso envia as maiores saudações por ocasião das celebrações anuais da festa hindu: “Deepavali”. Que a amizade e a fraternidade estejam cada vez mais presentes nas vossas famílias e nas vossas comunidades.
Neste momento da história da Humanidade, quando tantas forças negativas tentam destruir as legitimas aspirações, em várias regiões do mundo, para a coexistência da paz, gostaríamos de usar esta querida tradição para partilhar convosco uma reflexão sobre a responsabilidade que os Hindus, Cristãos e outros têm em fazer todo o possível para formar todas as pessoas, especialmente as jovens gerações, como artífices da paz.
A paz é mais do que a ausência da guerra, mais ainda do que um tratado que assegure uma vida tranquila; mas sim, será completa e intacta, quando for a implantação da harmonia (cf. BENTO XVI, Ecclesia in Medio Oriente, 9) e fruto da caridade. Pais, professores, anciãos, religiosos e líderes políticos, artífices da paz, aqueles que trabalham no mundo das comunicações e todos os que se empenham de coração sincero na defesa da paz são chamados a educar as novas gerações, como são também chamados a fazer crescer, do mesmo modo, a integridade.
Formar e educar os homens e as mulheres mais jovens em pessoas de paz e construtores da paz é uma prioridade coletiva e um compromisso de toda a ação comum. Para que a paz seja autêntica e durável, deverá ser alicerçada nos pilares da verdade, da justiça , do amor e da liberdade. (cf. João XXIII, Pacem in terris, 35), e todos os homens e mulheres jovens precisam de aprender, acima de tudo, a agir honestamente e justamente no amor e na liberdade. Para além disso, em toda a educação para a paz, as diferenças culturais devem ser tratadas como uma riqueza mais do que uma ameaça ou perigo.
A família é a primeira escola de paz e os pais são os primeiros educadores para a paz. Pelo seu exemplo e ensinamento, eles têm o privilégio único de educar os filhos aos valores que são essenciais para uma vivência de paz: a verdade mútua, o respeito, a compreensão, o ouvir, o partilhar, o cuidar e o perdoar. Nas escolas, colégios e universidades, onde os jovens vão crescendo, na relatividade, estudando e trabalhando com outras formas diferentes de religião e de cultura, na sua formação, os seus professores e seus colaboradores têm a nobre tarefa de assegurar uma educação que respeite e celebre a dignidade inata de todos os seres humanos e promover a amizade, a justiça, a paz e a cooperação para o desenvolvimento integral da pessoa. Tendo como alicerces da educação, os valores espirituais e morais, tornar-se-ão para eles um imperativo ético como também uma precaução para os estudantes contra ideologias que originam a discórdia e a divisão.
Enquanto os estados e os líderes individuais nos campos sociais, políticos e culturais, em geral, têm funções e responsabilidades importantes a desempenhar no reforço da educação dos jovens, os líderes religiosos em particular, em razão da sua vocação para serem líderes espirituais e morais, devem continuar a inspirar as gerações mais jovens a trilhar o caminho da paz e a tornarem-se mensageiros da paz. Como todos os meios de comunicação determinam em muito a forma como as pessoas pensam, sentem e agem, as pessoas envolvidas nesta área devem, na medida do possível, contribuir para a promoção de pensamentos e palavras de paz. Na verdade, os próprios jovens devem viver à altura dos ideais que estabeleceram para outros, usando a sua liberdade com responsabilidade e na promoção de relações cordiais para uma cultura de paz.
Evidentemente, a totalidade que transmite paz irá moldar um mundo mais fraterno e um “novo tipo de fraternidade” entre as pessoas, no qual “um sentido partilhado da grandeza de cada pessoa” irá prevalecer (cf. Bento XVI, Jornada Apostólica no Líbano, Encontro com o Governo, Instituições da República, Corpo Diplomático, Líderes Religiosos e Representantes do Mundo da Cultura, 15 de Setembro de 2012).
Que todos nós procuremos, sempre e em todo o lugar, aderir aos imperativos morais e religiosos que inspiram os jovens que se esforçam por se tornarem artífices da paz.
Desejamos a todos um abençoado Deepavali!
Pontifício Conselho para a o Diálogo Inter-religioso
Fonte e foto: íntegra  da CNBB

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Opinião
Não poderia deixar de manifestar minha sugestão de Filme-documentário (que está disponível no youtube) e de leitura da Carta Encíclica do Bem- amado João Paulo II "Ut unum sint" de 25/05/95).
O Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos apresenta uma produção audiovisual do Centro Televisivo Vaticano (CTV) em comemoração aos 40 anos de iniciativas concretas sobre o Ecumenismo – Jubileu do ano 2000 –, relatando os processos históricos mais significativos que tomaram forma durante os cinco Pontificados até os nossos dias, para se atingir esse fim.
Os líderes máximos das grandes Igrejas abrem a porta do ecumenismo, juntamente com o nosso querido Papa João Paulo II. Tal iniciativa ecumênica teve ponto de partida no Pontificado do querido “Papa Bom”, quando conclamou o Concílio Ecumênico do Vaticano II (11/11/1962): é o primeiro encontro depois de séculos de cismas. Daí para frente a Igreja sempre caminhou com olhos fixos num caminho progressivo rumo ao diálogo entre tantos irmãos e irmãs em Cristo.
Sem dúvida alguma, um dos maiores propósitos era o de dar uma visibilidade maior sobre os vários pensamentos de todos os membros dessas Igrejas, a fim de traçar pontos que lhes fossem comuns, haja vista que estavam unidos pela oração comum e sustentados pela força do encontro que fosse capaz de superar as hostilidades e divisões e incompreensões entre os cristãos.
Um dos Documentos do Vaticano II que mais expressam essa vontade de proximidade e comunhão de discípulos missionário do mesmo Jesus é a Unitatis Redintegratio que exorta: a não desprezar os irmãos separados, mas acolhê-los; a reestabelecer a unidade entre todos os Cristãos; a reconhecer oficialmente o valor e a eficácia do diálogo ecumênico e interreligioso, quando enfatiza a comunhão com os não-cristãos, como força curativa da reconciliação; a deixar de lado as suspeitas e unirem-se na fé.
Ao longo destes 40 anos nossos Papas tomaram a iniciativa primeira de saírem do seu redil e ir ao encontro dos outros líderes (Ortodoxos, Luteranos, Anglicanos, Metodistas, Evangélicos, ...), assumindo tal missão como sendo parte integrante do seu Ministério Petrino, i. é, de ser sinal visível de unidade entre todos os Cristãos das diversas confissões.
Das várias iniciativas concretas e históricas, queremos ressaltar algumas que tomaram uma grande proporção na vida e na promoção da integração dos cristãos em todo o mundo:
·      Inúmeras vistas aos líderes religiosos das Igrejas Cristãs;
·      Extraordinário encontro dos líderes máximos e representantes de todas as grandes religiões em Assis para se rezar uma grande oração pela paz mundial, cujos compromissos estão fundamentados na justiça, na vida e no amor;
·      Criação e participação no Conselho Mundial das Igrejas em Genébra;
·      Conservação de lugares sagrados, na Terra Santa, que são comuns a todos os Cristãos, como é o caso do Santo Sepulcro (Anástasis), local onde Jesus foi sepultado e Ressuscitou depois de sua Paixão e Morte.
·      Um gesto específico, simples, porém, majestoso em seu contexto, foi a entrega do Ícone de Nossa Senhora de Kasan à Igreja Ortodoxa, para veneração de todo o povo russo.
Esses e tantos outros passos foram os sinais do Espírito do Ressuscitado que vivifica sua Igreja e a faz a sempre nova e que inspira, fortalece e orienta o coração de todos os Cristãos para o arrependimento pelas inúmeras consequências dos pecados causadas pela divisão.
                 "Ut unum sint" é um grito de dor pelas controvérsias e discórdias, mas também um clamor para que todos os Cristãos se disponham a procuram sempre mais aquilo que nos une e menos aquilo que nos divide. Afinal, Cristo nos envia juntos, para caminharmos juntos e juntos trabalharmos na construção do seu Reino através do diálogo, da reconciliação e da paz.

Em Cristo Jesus,
Ir. Thiago Cristino , FMI

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Oração Vocacional Pavoniana

Oração Vocacional Pavoniana
Divino Mestre Jesus, ao anunciar o Reino do Pai escolheste discípulos e missionários dispostos a seguir-te em tudo; quiseste que ficassem contigo numa prolongada vivência do “espírito de família” a fim de prepará-los para serem tuas testemunhas e enviá-los a proclamar o Evangelho. Continua a falar ao coração de muitos e concede a quantos aceitaram teu chamado que, animados pelo teu Espírito, respondam com alegria e ofereçam sem reservas a própria vida em favor das crianças, dos surdos e dos jovens mais necessitados, a exemplo do beato Pe. Pavoni. Isto te pedimos confiantes pela intercessão de Maria Imaculada, Mãe e Rainha da nossa Congregação. Amém!

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Sou fundador da Congregação Religiosa dos Filhos de Maria Imaculada, conhecida popularmente como RELIGIOSOS PAVONIANOS. Nasci na Itália no dia 11 de setembro de 1784 numa cidade chamada Bréscia. Senti o chamado de Deus para ir ao encontro das crianças e jovens que, por ocasião da guerra, ficaram órfãos, espalhados pelas ruas com fome, frio e sem ter o que fazer... e o pior, sem nenhuma perspectiva de futuro. Então decidi ajudá-los. Chamei-os para o meu Oratório (um lugar onde nos reuníamos para rezar e brincar) e depois ensinei-os a arte da marcenaria, serralheria, tipografia (fabricar livros), escultura, pintura... e muitas outras coisas. Graças a Deus tudo se encaminhou bem, pois Ele caminhava comigo, conforme prometera. Depois chamei colaboradores para dar continuidade àquilo que havia iniciado. Bem, como você pode perceber a minha história é bem longa... Se você também quer me ajudar entre em contato. Os meus amigos PAVONIANOS estarão de portas abertas para recebê-lo em nossa FAMÍLIA.